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Cresceu ocorrência de lagarta spodoptera no algodão:

As lagartas spodoptera ocasionaram danos em cultivares de praticamente todas as tecnologias Bts.


Das pragas da cultura do algodão em Mato Grosso, as lagartas do gênero Spodoptera frugiperda foi a que aumentou a ocorrência na safra 18/19 em todas as regiões produtoras do estado. Uma das causas do crescimento da ocorrência dessa lagarta é a evolução da resistência de pragas aos métodos de controle. Elas prejudicam o desenvolvimento inicial das plantas e comprometem a produtividade das lavouras de algodão.

“Observamos que as lagartas spodoptera ocasionaram danos em cultivares de praticamente todas as tecnologias Bts, exceto nas cultivares GLTP que contam com a expressão da proteína VIP3Aa que proporcionou controle satisfatório desta espécie”, apontou Jacob Crosariol Netto, entomologista do Instituto Mato-grossense do Algodão (Ima), palestrante do XI Encontro Técnico de Algodão que acontece em Cuiabá desde terça (10) e conta com a participação de agrônomos, consultores, técnicos e produtores rurais.

A adoção de boas práticas agrícolas é apontada como principal recomendação para quem não quer ter dor de cabeça na próxima safra com a spodoptera. É com o monitoramento, segundo Jacob Netto, que o produtor vai se embasar para a tomada de decisão e ao atingir o nível de controle, deve-se utilizar sempre inseticidas com diferentes modos de ação a fim de evitar seleção de populações resistentes.

“Além disso o produtor pode optar por um plano regional utilizando cultivares Bts e sempre a área de refúgio. A tecnologia de aplicação também é um fator importante, o produtor deve se certificar que ao realizar a aplicação o produto chegue no alvo, tendo uma boa cobertura de gotas”.

Para o entomologista, o principal desafio da classe produtora para atender a demanda do mercado consumidor é conseguir montar uma boa equipe de monitoramento, bem como uma estrutura operacional que seja compatível com o tamanho da área de cultivo. “Muitas vezes o parque de máquinas é um pouco defasado atrasando as aplicações, abrindo brechas para o crescimento populacional desta espécie”.

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Pode faltar milho já em janeiro de 2020:
Fluxo de comercialização é baixo, e assim as ofertas demoram se consolidar em altas expressivas.As cotações do milho em Chicago fecharam em forte queda de 1,13% nesta terça-feira (15.10), quase anulando a alta de 0,89% do Dólar no dia.“Não foi a exportação que puxou os preços diretamente. O sentimento geral entre os compradores é que, mesmo com um grande aumento na produção da temporada 2018/19, a disponibilidade é apertada e poderá faltar produto a partir de janeiro”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.Além disso, o mercado está atento a problemas climáticos sobre a nova safra, acrescenta o analista da T&F, Luiz Pacheco:“Isto faz os compradores domésticos reagirem a cada alta nos preços de exportação. No mercado físico do Paraná, os preços do milho subiram em média um real/saca. Em Ponta Grossa os preços evoluíram para R$ 39,00/saca posto fábrica, contra R$ 38,00 dia anterior. O mesmo aconteceu com as demais praças”.De acordo com o especialista, o fluxo de comercialização é baixo, e assim as ofertas demoram se consolidar em altas expressivas. “Lá fora, os preços encontram suporte na piora do clima no Cinturão Agrícola norte americano, com queda intensa de temperatura e dos possíveis estresses climáticos decorrentes. No Brasil, especulações envolvendo clima e chuvas continuam na agenda, dado tempo predominantemente seco e início do plantio em praticamente todo o país”, explica Pacheco.PLANTIO;O relatório semanal de acompanhamento das lavouras divulgado nesta terça-feira pelo Deral (Departamento de Economia Rural) registrou que o Paraná já plantou 80% da área prevista para a safra de verão de milho. O percentual está levemente abaixo dos 85% na mesma semana do ano anterior.“A condição das lavouras está com 89% boas, 10% médias e 1% ruim. O estado é grande produtor, consumidor e exportador do grão. Com relação às fases em que se encontram os cultivos, 78% estão em desenvolvimento vegetativo e 22% em germinação, períodos em que se beneficiarão das chuvas que hora estão ocorrendo no estado”, conclui Pacheco.
Preço da soja sobe 1 Real por dia:
Tradings continuaram cobrindo suas posições, preparando novas vendas para China, que recuou dos EUA.Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a terça-feira (15.10) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo mais 0,79%, para a média de R$ 89,66/saca. Com isto, o acumulado do mês saltou para positivos 3,34%.“A forte alta de 0,89% na cotação do dólar, foi quase toda contrabalanceada pela queda de 0,69% na cotação da soja em Chicago, mas, mesmo assim, os preços que os compradores ofereceram sobre rodas nos portos do sul do Brasil ou seus equivalentes em outros estados tiveram alta”, explica o analista da T&F Consultoria Agroeconômica, Luiz Pacheco.No interior, o avanço foi menor, de 0,28%, para R$ 83,33/saca, contra R$ 83,10/saca do dia anterior, com o acumulado do mês também aumentando para 3,04%, contra 2,76% anterior. Os preços do mercado físico do Rio Grande do Sul subiram cinquenta centavos para R$ 91,00 no porto; safra nova caiu para R$ 88,00 (contra R$ 89,00 anterior) para junho.No mercado interno, Passo Fundo subiu para R$ 86,00, contra R$ 85,50 anterior, pagos pelas indústrias, mas em Ijuí o preço oferecido pelos exportadores continuou inalterado em R$ 85,00.No Paraná, o preço subiu mais um real/saca em Ponta Grossa para R$ 80,00, contra R$ 79,00 balcão, no dia útil anterior, permaneceu inalterado no atacado para R$ 83,00, para novembro, permaneceu inalterado em R$ 84,00 para maio, e mais um real e meio no porto para R$ 91,50, contra R$ 90,50 para dezembro.CHINA;“A China esteve novamente ausente do mercado nesta terça-feira, assim como no dia anterior, mas as Tradings continuaram cobrindo suas posições (de cerca de 31 MT) e se preparando para novas vendas, porque os chineses esfriaram sensivelmente as negociações com os EUA, devendo usar as compras na América do Sul como estratégia de negociação”, explica Pacheco.Mesmo assim, ressalta, os prêmios da soja nos portos brasileiros recuaram 15 cents/bushel para novembro, 15cents para dezembro, 7 cents para fevereiro, 8 cents para março, 5 para abril e maio e 10 cents para junho e julho.
Falta de chuvas no Brasil em setembro pode afetar safrinha de milho
Para companhias de proteína do Brasil, há riscos de alta nos custos com alimentação animal.O BTG afirmou em relatório que a safra 2019/20 do Brasil deve ter produção volumosa de grãos, especialmente por se tratar de um ano sem efeitos de El Niño ou La Niña; no entanto, a falta de chuvas em setembro “fez alguns produtores atrasarem o plantio de soja”, diz relatório assinado por Thiago Duarte, Pedro Soares e Henrique Brustolin.Embora o banco afirme que esse atraso não acrescenta muito risco à soja, é destacado que o plantio cedo da oleaginosa é importante para que a segunda safra de milho ocorra sob as condições adequadas.Para o BTG, o cenário de alta nos preços de soja e milho – que subiram 10% e 13%, respectivamente, desde o início de setembro – é favorável à SLC Agrícola e à BrasilAgro, que ganham oportunidade de aumentar suas posições de hedge. Mesmo assim, o banco mantém posição de cautela para companhias mais voltadas à agricultura, em especial a SLC.Para companhias de proteína do Brasil, há riscos de alta nos custos com alimentação animal, já que os preços atuais do milho no Brasil estão apenas 4% acima da paridade de exportação, “o que significa que preços internacionais devem ser vistos como piso”.Mesmo assim, o banco reitera perspectiva positiva para o setor, com JBS e Minerva como recomendações principais, em particular em decorrência do ciclo positivo e dos efeitos da peste suína africana.Já a perspectiva para algodão é menos otimista, com previsão de que preços melhorem apenas no segundo semestre de 2020. Até lá, a recuperação deve ser freada por incertezas ligadas à disputa comercial entre Estados Unidos e China, preços baixos do petróleo e economias fracas dos principais países consumidores.
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