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publicado em 4 de outubro de 2017

Soja segue caminhando de lado na Bolsa de Chicago nesta 4ª feira e mercado espera novidades:

Os futuros da commodity, por volta de 7h55 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 1 ponto, com o novembro/17 valendo US$ 9,56 e o maio/18 sendo cotado a US$ 9,85 por bushel.

Segue a estabilidade entre as cotações da soja na Bolsa de Chicago na sessão desta quarta-feira (4). Os futuros da commodity, por volta de 7h55 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 1 ponto, com o novembro/17 valendo US$ 9,56 e o maio/18 sendo cotado a US$ 9,85 por bushel.

“O mercado de grãos está travado em seus intervalos técnicos”, explicam os analistas da consultoria internacional Allendale em seu boletim diário. O vencimento ainda mais negociado – novembro/17 -, segundo os executivos, tem um suporte, no curto prazo, nos US$ 9,50 e, no longo, nos US$ 9,20.

Com os fundamentos já conhecidos – principalmente os de colheita nos EUA e plantio no Brasil – os traders esperam por novidades e por uma direção mais bem definida para as cotações. Além disso, o mercado também já se ajusta ao novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz no próximo dia 12.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Preços cedem no Sul e nos portos do Brasil; dólar pressiona ao perder os R$ 3,15

Assim como em Chicago, os preços da soja no Brasil também registraram uma terça-feira (3) de estabilidade em quase todas as principais regiões produtoras do país. A exceção ficou pelas praças do Sul, onde as cotações recuaram cerca de 0,8% – no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina – onde valem de R$ 58,00 a R$ 69,00 por saca.

Já nos portos, as referências perderam força, principalmente em Paranaguá. Neste terminal, a soja disponível ficou em R$ 70,00, com queda de 1,41%, a safra nova com R$ 71,00, recuando R$ 2,74%. Em São Francisco do Sul/SC, queda de 0,43% para R$ 70,00. No porto de Rio Grande, estabilidade nos R$ 69,50 e R$ 72,30 para disponível e safra nova, respectivamente.

A formação dos preços ainda reflete parte de sua regionalização, bem como a movimentação lateral das cotações na Bolsa de Chicago e um dólar ainda fraco. A moeda americana, nesta terça, fechou com baixa de 0,29% e valendo R$ 3,1461 na venda. Nos últimos quatro pregões, como informa a Reuters, a perda acumulada da divisa é de 1,47%.

“Ingresso de fluxo financeiro para aplicação em bolsa e também de empresas para futuros investimentos puxaram a moeda para baixo”, informou o diretor da corretora Correparti, Jefferson Rugik à agência de notícias.

Esses preços mais baixos, porém, mantêm a demanda ainda muito aquecida, inclusive pela soja brasileira, além da norte-americana, ajudam a segurar parte da força dos preços.

“Felizmente, a demanda continua muito forte, tanto lá, quanto aqui. As exportações brasileiras estão muito fortes, batendo recordes. Basta olharmos setembro, com mais de 4 milhões de toneladas em um período em que já estamos na descendente. O ritmo é muito bom”, explica Camilo Motter, economista e analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais.

No acumulado da temporada brasileira, o volume exportado da oleaginosa passa de 60,3 milhões, contra pouco mais de 49 milhões no mesmo período do ano anterior.

Mercado Internacional

Na Bolsa de Chicago, a sessão desta terça-feira se encerrou com perdas de 1,25 a 2 pontos nas posições mais negociadas. Dessa forma, o novembro/17 foi a US$ 9,55 por bushel, enquanto o maio/18, referência para a safra do Brasil, terminou o dia valendo US$ 9,84.

Ainda segundo Motter, o mercado busca direcionamento neste momento. Se de um lado a boa oferta vinda dos Estados Unidos – que chega com o avanço da colheita norte-americana – pesa sobre as cotações, bem como o início do plantio no Brasil, na outra ponta há essa boa movimentaçao da demanda dando algum suporte aos preços.

“Isso resulta em menores estoques que contrapõem às notícias baixistas”, diz o executivo. Além disso, completa dizendo que “a questão climática sai definitivamente dos Estados Unidos e está sendo transferida para Brasil e Argentina. Todas as previsões indicam que o Brasil dificilmente irá atingir novas produtividades recorde – se os números não ficarem muito próximos do ano passado, serão menores”.

O que também mantém o mercado mais morno neste momento é uma maior acomodação sendo observada também no mercado financeiro e por parte dos fundos de investimento, também como explica Camilo Motter.

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