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publicado em 13 de julho de 2017

Soja: Segue o movimento de realização de lucros em Chicago nesta 5ª e futuros recuam:

Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h15 (horário de Brasília), perdiam mais de 17 pontos e o vencimento novembro/17 – o mais negociado agora e a referência para a safra norte-americana – já era cotado a US$ 10,15 por bushel.

Soja: Segue o movimento de realização de lucros em Chicago nesta 5ª e futuros recuam

Os preços da soja seguem recuando na Bolsa de Chicago na manhã desta quinta-feira (13). Os futuros da oleaginosa, por volta de 7h15 (horário de Brasília), perdiam mais de 17 pontos e o vencimento novembro/17 – o mais negociado agora e a referência para a safra norte-americana – já era cotado a US$ 10,15 por bushel. Os mercados do milho e do trigo também recuam hoje.

Para analistas internacionais ouvidos pelo portal britânico Agrimoney, parte dessa pressão sobre os grãos na manhã de hoje vem ainda dos últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) com os estoques finais mundiais das três commodities acima das expectativas do mercado, bem como os americanos de milho e trigo também.

Entretanto, afirmam ainda que esse pode ser um recuo momentâneo, já que ainda há bastante tempo para a consolidação da safra americana 2017/18, que necessitará de condições favoráveis de clima, e só assim será possível saber o quão próximo os números reais ficarão das estimativas apontadas ontem pelo USDA.

Dessa forma, se voltam as atenções para o cenário climático no Meio-Oeste americano. O relatório da Benson Quinn Commodities afirma que será preciso “olhar para a consolidação e o movimento dos fundos para repensar o que vem a seguir, com cada novo modelo de clima para o final de semana. E as previsões para o Corn Belt continuam mostrando tempo ainda quente e seco no Oeste e mais úmido e com temperaturas amenas e no leste”.

Nesta quinta-feira, de olho ainda nos novos números das vendas semanais para exportação que serão reportadas também pelo USDA. A projeção do departamento para o ano comercial 2016/17 foi revisada para cima e está agora em 57,15 milhões de toneladas, mesmo com o total acumulado já passando das 59 milhões.

Veja como fechou o mercado nesta quarta-feira:

Soja fecha em queda nesta 4ª com estimativa maior de safra nos EUA e previsão de chuvas no Corn Belt

Os novos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foram reportados nesta quarta-feira, 12 de julho, e as cotações da soja negociadas na Bolsa de Chicago sentiram o impacto. Os futuros da oleaginosa encerraram o dia perdendo entre 8,50 e 9,25 pontos nos vencimentos mais importantes deste momento. O novembro/17 fechou o pregão valendo US$ 10,34 por bushel.

Para o analista de mercado da Lansing Trade Group, Marcos Araújo, porém, esse novo reporte, porém, foi neutro para os preços. “O mercado esperava que houvesse uma redução da produtividade norte-americana, o que não veio, e foi reportado um aumento na produção de 140 mil toneladas”, explica. O boletim aumentou sua estimativa para a safra 2017/18 de 115,8 para 115,94 milhões.

Ainda assim, o USDA trouxe, paralelamente, uma redução em suas estimativas para os estoques finais da safra novam de 13,47 para 12,52 milhões de toneladas. O mesmo aconteceu com os estoques da safra velha, os quais passaram para 11,16 milhões de toneladas. E para as duas temporadas foram revisados para cima a produção e os estoques globais da oleaginosa.

Aliada aos novos dados do USDA, ainda segundo Araújo, o mercado pôde observar também previsões climáticas ligeiramente mais favoráveis para a nova safra dos Estados Unidos nos próximos dias, com chuvas um pouco melhores para alguns pontos do Corn Belt, o que também sobre as cotações.

“A continuidade das altas em Chicago vai estar muito relacionado à uma piora das condições climáticas nos Estados Unidos (…) Chama a atenção para agosto, mês definitivo para as lavouras, já que teremos uma grande parte das lavouras de soja já em sua fase reprodutiva e, se o clima for adverso até então, isso dará continuidade às altas em Chicago”, diz.

As previsões atualizadas do NOAA, o serviço oficial de clima do governo norte-americano, mostra que há algumas chances de que as condições do tempo seco nas Dakotas poderiam ser amenizadas, com a possibilidade de chuvas, mesmo que pontuais. No período, as precipitações poderiam até mesmo ficar levemente acima da média para o período, trazendo algum alívio para os produtores locais.

Preços no Brasil;

No Brasil, o dólar fechou o dia com uma perda de 1,4% e valendo R$ 3,2075 nesta quarta-feira e ajudou a pressionar os preços da soja no mercado brasileiro, ao lado das baixas observadas na Bolsa de Chicago. O avanço das reformas no Congresso e mais a condenação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva pelo juíz Sérgio Moro no caso do triplex do Guarujá foram como um catalisador do recuo da divisa. Os negócios, portanto, também foram mais tímidos diante esse movimentação.

Assim, em Paranaguá, Rio Grande e Santos, o produto disponível fechou com uma queda superior a 1% e com valores entre R$ 73,20 e R$ 74,00 por saca. A safra nova também recuou e tem agora R$ 75,50 no terminal paranaense e R$ 77,10 no gaúcho. No interior do Brasil, a maior parte das praças encerrou o dia com estabilidade, e onde houve queda, não chegaram a 1%. A exceção ficou por conta de Jataí, em Goiás, onde a referência encontrou espaço para uma alta de 3,23% para R$ 56,00 por saca.

“O mercado entendeu que, com a condenação, são menores as probabilidades dele (Lula) se candidatar à Presidência em 2018”, afirmou o diretor da corretora Mirae Asset, Pablo Spyer sobre a movimentação do câmbio à agência de notícias Reuters.

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