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publicado em 31 de julho de 2017

Reajuste do diesel vai custar R$ 58,9 milhões só em Goiás:

“Medida errônea que afeta não só os produtores, mas toda a sociedade brasileira”.

O aumento dos impostos sobre combustíveis promovido pelo governo Temer deve gerar uma despesa extra de R$ 58,907 milhões na safra 2017/18 de grãos e fibras apenas no estado de Goiás. O levantamento Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária Goiana (IFAG Econômico), divulgado pela Aprosoja/GO.

 O cálculo leva em conta o consumo de diesel nas operações com maquinário apenas dentro das propriedades. “Os resultados apresentados mostram apenas um primeiro impacto direto que, com certeza, será ampliado com o repasse desse aumento nos custos pelas empresas de insumos”, alerta o analista do IFAG Econômico, Alexandro Alves.

Considerando uma área de 3,327 milhões de hectares de soja a ser plantada na próxima safra estadual, o impacto negativo pode chegar a R$ 35,302 milhões. Isso significa um custo adicional de R$ 10,61/hectare.

 No milho safrinha a oneração com o reajuste dos combustíveis deve ser de R$ 15,261 milhões, ou R$ 11,30/hectare, levando em conta uma área projetada para 2018 de 1,350 milhão de hectares. Nesse caso o tarifaço vai esmagar ainda mais as margens de lucro dos produtores –  que já estão com preços abaixo do mínimo (R$ 19,21/saca).
 “Como o milho é uma cultura que produz muito por hectare, gasta-se mais com a colheita e com o frete. Então isso vai impactar muito os nossos custos, pois já estávamos trabalhando sem renda. Logicamente vai dificultar não só o final dessa safra, mas também o preparo da próxima”, o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Goiás (Aprosoja-GO), Bartolomeu Braz Pereira.
Para o dirigente, trata-se de uma “medida errônea, que afeta não só os produtores, mas toda a sociedade brasileira, e precisa ser revista. O diesel move todo o nosso setor, desde o transporte dos insumos à operação nas lavouras e os fretes. Não suportamos pagar mais essa conta, principalmente nesse momento de preços achatados das principais commodities”.