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publicado em 14 de julho de 2017

Preço despenca 40 pontos na CBOT e para venda no Brasil:

O movimento de correção que vinha sendo esperado por analistas e consultores de mercado entre os preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) foi confirmado na sessão de ontem e os futuros da oleaginosa despencaram mais de 40 pontos entre as posições mais negociadas e perderam o patamar dos US$ 10 por bushel. O mercado internacional foi, ao longo do dia, intensificando suas baixas com os fundos de volta à ponta vendedora, com previsões mostrando alguma melhora nas chuvas do Meio-Oeste americano e também frente a alguns dos últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Para Ênio Fernandes, consultor em agronegócio da Terra Agronegócios, o mercado internacional exagerou na baixa e o mercado climático ainda não desempenhou todo seu papel sobre o andamento das cotações na Bolsa de Chicago. Dessa forma, o consultor acredita que novas oportunidades poderão vir para os produtores brasileiros nas próximas semanas. “Os mapas para os próximos mostram chuvas limitadas e a situação por lá é bastante séria nesse momento. Assim, a produtividade de 48 bushels por acre para a soja e de 170,7 para o milho, estimada pelo USDA, será difícil de ser alcançada. Ainda não terminamos o mercado de clima”, explica o consultor.

O impacto das perdas de mais de 40 pontos em Chicago levou a referência da soja disponível a fechar com R$ 71 por saca no porto de Paranaguá e R$ 70,60 no terminal de Rio Grande. Os preços afastaram os vendedores e, ainda segundo o consultor da Terra, quando eles voltarem ao intervalo dos R$ 75 aos R$ 77 por saca, os negócios devem voltar a rodar. “O produtor está muito maduro, cada vez mais profissional e sabe aproveitar suas oportunidades”, acredita.

DIÁRIO DE CUIABÁ