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publicado em 7 de março de 2017

Revisão de safra não prejudica MT:

A Consultoria AgRural elevou, na última quinta-feira a sua previsão de produção de soja na safra 2016/17 do Brasil. Calculada em 105,4 milhões de toneladas no início de fevereiro, a produção agora é estimada em 107 milhões de toneladas, com área de 33,6 milhões de hectares e produtividade média de 53 sacas por hectare. Todos os números são recordes.

O ajuste na produção deveu-se a aumentos na produtividade esperada de todos os estados, com exceção de Rondônia, que teve redução de uma saca por hectare (para 52 sacas) devido ao excesso de chuva em fevereiro, e do Pará, cuja previsão foi mantida em 50 sacas.

Em Mato Grosso, que também foi castigado por chuvas intensas em fevereiro, a AgRural cortou três sacas por hectare na região oeste, mas aumentou a produtividade das demais regiões. Isso resultou em avanço da média mato-grossense para 54,1 sacas por hectare – 0,1 saca a mais que em fevereiro. O número é recorde para o Estado.

Também há recordes de produtividade no Rio Grande do Sul (52 sacas), Santa Catarina (57 sacas), Paraná (55,5 sacas) e Mato Grosso do Sul (53 sacas por hectare). Para a revisão que será feita no início de abril, não se descartam pequenos aumentos em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, que desse modo também garantiriam novos recordes de produtividade.

COLHEITA – Até a última quinta-feira, 47% da área de soja do Brasil estavam colhidas, contra 41% no ano passado e 36% na média de cinco anos. Mato Grosso e Goiás lideram, com 78% cada, seguidos por Mato Grosso do Sul, com 76%. O Paraná, que esteve atrasado em relação à safra passada durante toda a colheita devido ao alongamento do ciclo de suas lavouras, ainda tem alguns pontos percentuais de desvantagem em relação à temporada 2015/16, mas vem avançando rapidamente. Com evolução de 15 pontos em uma semana, o estado já colheu 46% de sua área, ante 53% no ano passado e 40% na média de cinco anos. Com exceção do Rio Grande do Sul, que tem safra mais tardia, e dos estados do extremo norte, que têm calendário diferente, todos os estados produtores já estão colhendo e os reportes de produtividade são animadores.

2ª SAFRA – A produção de milho segunda safra (safrinha), por sua vez, subiu dos 60,2 milhões de toneladas estimados em fevereiro para 61,5 milhões de toneladas. O incremento deveu-se principalmente a uma correção nas linhas de tendência de produtividade, que foram ajustadas de acordo com o ritmo mais acelerado de plantio observado nesta safra. Vale lembrar, porém, que essas linhas de tendência ainda não consideram eventuais problemas climáticos ao longo do desenvolvimento das lavouras.

Projeções de produtividade por estado, com base nas condições climáticas efetivamente registradas, serão incorporadas à previsão de produção da segunda safra de milho a partir de maio. Por ora, a produção total de milho do Brasil (safra de verão mais segunda safra) é estimada pela AgRural em recordes 90,8 milhões de toneladas.

Na quinta-feira, 02, o plantio da segunda safra de milho chegou a 75% da área estimada para o Centro-Sul. Mato Grosso lidera, com 90%. Com a aceleração da colheita da soja e tempo mais firme, o plantio do milho ganhou fôlego no Paraná, chegando a 61% e alinhando-se aos 63% de um ano atrás. No oeste do estado, porém, houve concentração do plantio para compensar o atraso inicial. Por isso, durante a polinização e a granação, em maio e junho, uma porção maior da safra do oeste poderá ficar mais suscetível às perdas por estiagem ou geada, caso esses fenômenos ocorram.

DIÁRIO DE CUIABÁ