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publicado em 23 de março de 2017

Combate e controle mais onerosos :

As moléculas inibidoras da Succinato Desidrogenase (SDHI, caboxamidas), usadas no combate à ferrugem asiática da soja, estão apresentando queda na performance. Este é o alerta do Comitê de Ação à Resistência de Fungicidas (FRAC, da sigla em inglês) emitido no dia 8 de março. “Este comunicado é um alerta e estamos acompanhando este assunto atentamente”, afirma Roseli Giachini, coordenadora da comissão de Defesa Agrícola da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

A diretora reforça que é importante que os agricultores usem fungicidas com diferentes modos de ação. “A rotação de ingredientes ativos e o uso de protetores é uma prática fundamental para o controle da ferrugem asiática”, frisa Roseli.

Há um número limitado de modos de ação de fungicidas disponíveis no mercado, que devem ser usados aliados a outras ferramentas de manejo (como o controle de soja guaxa, o vazio sanitário e o cumprimento das Instruções Normativas que tratam do assunto). Com isso, o agricultor contribui para a manutenção das produtividades e do sistema produtivo da soja.

Desde 2007, o Comitê tem avaliado amostras de ferrugem asiática quanto à eficiência. Em comunicado, a Aprosoja/MT informa que agora, além da baixa performance, foi identificada uma mutação na molécula de carboxamida em áreas de intenso uso do produto e alta pressão da doença. Com isso, o FRAC está intensificando as pesquisas para obter um diagnóstico mais detalhado sobre a situação.

Por ora, a orientação do comitê é a manutenção das recomendações para o uso de SDHIs na cultura da soja. Entre maio e junho, o FRAC se reunirá para avaliar novos dados de pesquisa visando consolidar as orientações técnicas para a safra 2017/2018.

DIÁRIO DE CUIABÁ