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publicado em 14 de março de 2017

Apesar das chuvas, safra será recorde:

Imea divulgou primeira projeção após as fortes chuvas de fevereiro. Perdas existem, mas números históricos se confirmam na reta final da colheita. 

Se a projeção de 31 milhões/t se confirmar, Mato Grosso vai ofertar 3,23 milhões/t a mais em relação ao registrado no ciclo anterior

Mato Grosso, que está na reta final da colheita da soja 2016/17, deverá ampliar sua participação como maior produtor do país e um dos principais fornecedores da proteína no mundo ao produzir a maior safra de sua história: 31 milhões de toneladas (t). A estimativa foi anunciada ontem pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) atualizada após as fortes chuvas que chegaram a paralisar os trabalhos em lavouras de várias regiões, especialmente no oeste do Estado, que em alguns locais ficaram submersas após 48 horas de precipitações ininterruptas.

Se a projeção se confirmar, a produção mato-grossense de soja marcará um dos maiores crescimentos – na casa de dois dígitos – das últimas safras, 11,6%, contra 27,81 milhões/t da safra passada, ou, 3,23 milhões/t a mais. As informações fazem parte do Boletim da Soja divulgado todas às segundas-feiras pelo órgão.

Com pouco mais de 88% da área plantada já colhida até o final da semana passada, os analistas e técnicos do Imea – órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado – puderam atualizar vários números da sojicultura mato-grossense e com isso, apontar novos recordes à cultura. A nova produtividade da safra se elevou para 55,06 sc/ha, demonstrando a confirmação de boas condições climáticas em grande parte do Estado e durante o desenvolvimento das lavouras, o que representa a maior produtividade de soja já registrada na série histórica. A área plantada se manteve inalterada, mas é recorde também, sendo a maior já cultivada, 9,39 milhões de hectares (ha).

Apesar dos números superlativos, o Imea contabilizou ainda as perdas causadas pelas fortes chuvas do mês de fevereiro. Esse excesso, sobretudo, nas regiões noroeste e oeste gerou um impacto produtivo do abandono de área e da queda de produtividade de 224,70 mil toneladas, o que equivale a R$ 238,39 milhões que deixarão de girar na economia de Mato Grosso. E relação à superfície, o levantamento mostrou que a área de soja abandonada, devido ao excesso de chuva nesta temporada, totaliza 37.483/ha.

A PROJEÇÃO – A estimativa divulgada ontem pelo Imea foi a quarta anunciada para esta safra, mas a primeira desde as chuvas que assustaram o campo. A nova previsão manteve inalterada a área semeada em Mato Grosso de 9,39 milhões/ha, o que corresponde a um incremento de 85 mil/ha 0,91% em relação à área consolidada via satélite na safra 2015/16.

“Com grande parte da nova safra colhida até o início de março, esta estimativa captou o sentimento do mercado tendo como base a produtividade média das áreas já colhidas. O dado de produtividade apresentou alteração, saindo de 54,05 sc/ha na estimativa de novembro de 2016 para a média de 55,06 sc/ha em Mato Grosso nesta nova previsão”, destacam os analistas.

Todas as regiões apresentaram incremento de produtividade na nova estimativa, com exceção apenas da região oeste, que teve a sua média recuada em 1,6 sc/ha, com nova previsão de média de 54,4 sc/ha, devido ao impacto dos grandes volumes de chuvas que prejudicaram algumas lavouras nesta região.

Devido a estes elevados volumes de chuvas foi levantado na quarta estimativa de safra o tamanho da área de soja abandonada no Estado, sendo quantificada uma área de 25.860 hectares na região oeste e 11.623 na região noroeste, totalizando 37.483 hectares em Mato Grosso.

“Apesar destas áreas abandonadas, a produtividade teve incremento nas outras seis regiões, atrelada no adiantamento da semeadura da nova temporada até outubro, nas boas condições climáticas durante o processo de semeadura e na confirmação de boas condições climáticas também no desenvolvimento das lavouras”, explicam os analistas.

Com as elevações nos dados de produtividade, a produção da safra 2016/17 foi elevada para 31,04 milhões/t, representando um aumento de 574 mil toneladas em relação à previsão anterior e um ganho de 3,23 milhões/t ante à safra 2015/16, elevando um pouco mais a expectativa de produção que já estava sendo aguardada na estimativa anterior. O menor incremento de produção entre as regiões em relação à safra passada tende a ocorrer na região oeste, de apenas 0,15%, devido às produtividades das áreas colhidas terem apresentado médias abaixo das expectativas impactadas pelo excesso de chuvas.

DIÁRIO DE CUIABÁ.