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publicado em 25 de novembro de 2016

Pesquisas de qualidade vão crescer:

Após 10 anos de pesquisa sobre a qualidade dos grãos de soja em Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT), estuda ampliar o projeto. Durante a reunião da Comissão de Pesquisa e Gestão da Produção e Propriedades, duas propostas foram apresentadas.
Um dos principais resultados colhidos – e apresentados neste ano – foi sobre o alto teor de proteína e do óleo da soja. De acordo com o estudo, a variação de teor de proteína bruta nestes 10 anos variou entre 31% e 45% e o teor médio de óleo foi de 21%.
Levando-se em conta especificamente a última safra, Mato Grosso ficou em terceiro lugar nos índices de teor de proteína e óleo, respectivamente com 37,5% e 20,1%. Com os índices, o Estado está atrás apenas do Piauí e do Tocantins.
Agora, após resultados satisfatórios, o objetivo é ter subprojetos dentro do macroprojeto de pesquisa. “Podemos dizer que as propostas apresentadas na última quarta-feira se subdividem em dois grandes grupos: uma será especificamente sobre teor de óleo e outra sobre nutrição animal. Queremos criar mais patamares para termos cada vez mais consistência nos resultados. Além disso, está sendo discutida agora a possibilidade de estender esse projeto de pesquisa para milho, avaliar a qualidade intrínseca também dessa cultura”, explica a gerente de Pesquisa e Gestão da Produção e Propriedades, Cristiane Sassagima.
Para o diretor técnico da Aprosoja/MT, Nery Ribas, a pesquisa é fundamental para avanços na classificação dos grãos no Brasil. “A soja é o vegetal com maior teor de proteína e em toda a região Centro Oeste, este teor é ainda maior. A partir da pesquisa, podemos comprovar isso e, futuramente, receber um prêmio pelo teor de proteína da nossa soja”, explica.

DIÁRIO DE CUIABÁ