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publicado em 6 de junho de 2018

Nova tabela de fretes onera sociedade, diz MNP:

A formulação da tabela era uma das condições dos caminhoneiros para acabar com a paralisação.

O presidente do Movimento Nacional dos Produtores (MNP), Rafael Gratão, afirmou ser contrário ao tabelamento de preços proposto pelo governo, alegando que ele onerará, principalmente, produtores rurais e consumidores. A Tabela de Preços Mínimos por KM e por Eixo foi publicada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) na quarta-feira passada (30.05).

A formulação da tabela com os preços mínimos dos fretes era uma das condições propostas pelos caminhoneiros ao Governo Federal para acabar com a paralisação. Porém, de acordo com o presidente da MNP, isso impactará diretamente nos custos da produção, que já são bem altos, chegando, consequentemente, ao bolso da população.

“A situação passa a ficar insustentável. Toda mercadoria transportada por caminhão deve ter custos aumentados em cerca de 40%. Quando o Governo interfere diretamente, impondo preço mínimo de frete, tudo encarece, a ponto de empresas paralisarem os embarques. A conta vai chegar para todos”, alerta.

Outro problema identificado pela MNP é a alta complexidade da tabela proposta pela ANTT. Gratão explica que ela leva em conta fatores como a idade do caminhão, quantidade de eixos, a carga transportada e a quilometragem contabilizada.

“Essa mesma complexidade pode gerar uma crise entre os caminhoneiros autônomos, que muitas vezes não possuem estrutura para chegar ao valor ideal do frete. Assim como a fiscalização do cumprimento do preço mínimo, que deve ser levado em conta. Outra situação que não deve ser descartada é a possibilidade do surgimento de um mercado paralelo, quando motoristas optarem por trabalhar abaixo do valor da tabela, só para garantirem mais fretes”, analisa ele.

Para o presidente da entidade, a temática precisa ser discutida e aprimorada para evitar “uma inflação insustentável” que será gerada pela medida. “O Congresso Nacional e os governos estaduais, precisam interferir, propondo novas regras ao jogo. Da forma como foi proposto por Michel Temer, as consequências são imensuráveis”, finaliza.

 

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