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publicado em 5 de junho de 2018

Fretes inviabilizam compradores de milho:

De acordo com ele, o reajuste dos fretes elevou os custos dos compradores de milho, que já tinham ultrapassado o seu nível de lucratividade quando chegaram em R$40,00/saca de milho. Estão atualmente em R$ 42,00 CIF, exceto as grandes empresas, e R$ 1.200,00/t de farelo de soja (estão atualmente ao redor de R$ 1.500,00).

“Contudo, como o setor de aves e suínos são grandemente dependentes de financiamentos, tem que continuar trabalhando para se manter vivos e, com isto, alguns granjeiros e pequenas fábricas concordam em tomar pequenas doses diárias do veneno que as matará”, comenta Pacheco.

Os preços desta segunda-feira estão ao redor de R$ 42,00 FOB no RS, R$ 45,00 FOB no Paraná e R$ 35-38,00 no MS. “Novas altas poderão quebrar empresas de rações e de carnes. Num mercado comum, a redução na oferta leva quase que necessariamente à alta dos preços. Mas, esta alta tem um limite, que são os custos de quem compra, ou melhor, a sua capacidade de repassar as elevações correspondentes dos custos. Ora, isto é justamente o que os mercados de carnes não estão conseguindo neste momento”, explica.

Segundo ele, o mercado estava retomando o seu equilíbrio quando veio a greve dos caminhoneiros e atingiu em cheio o setor, com a morte de mais de 70 milhões de aves e o comprometimento alimentar de todos os suínos. “Isto deverá fazer os volumes de exportações de frangos e suínos retroagirem novamente, pelo menos nos próximos dois a três meses e, com ele, a demanda de milho (sim, haverá mais demanda, mas por volumes menores, já que o volume de aves diminuiu bastante e deverá demorar pelo menos um mês para repor o plantel morto durante a greve)”, conclui.

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