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publicado em 23 de maio de 2018

Soja segue trabalhando com estabilidade em Chicago nesta 4ª feira e volta foco pra nova safra dos EUA:

Perto de 8h45 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 1,50 e 2,50 pontos, com o julho/18 valendo US$ 10,32 e o o agosto/18 com US$ 10,36 por bushel.

Segue a estabilidade do mercado da soja no pregão desta quarta-feira (23) na Bolsa de Chicago. O mercado internacional, segundo explicam analistas e consultores, segue atento às questões comerciais entre China e Estados Unidos, bem como não desviam suas atenções do desenvolvimento da nova safra americana.

Assim, perto de 8h45 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 1,50 e 2,50 pontos, com o julho/18 valendo US$ 10,32 e o o agosto/18 com US$ 10,36 por bushel.

“Nenhuma novidade dos acordos comerciais entre os EUA e China foi publicado nestas últimas 24 horas, o que deixa a especulação ainda apreensiva sobre qualquer posicionamento mais agressivo, para as próximas sessões”, explicam analistas da AgResource Mercosul (ARC).

Até que estas informações mais detalhadas sejam conhecidas, ainda de acordo os executivos da consultoria, os fundamentos deverão voltar a direcionar as cotações com mais expressão, principalmente o avanço do plantio e o clima nos EUA.

“O atual ritmo é bem acima da média dos últimos 5 anos em 44% e superior à 2017 em 50%. Até o momento, não há ameaças climáticas previstas para o Cinturão Agrícola americano”, diz o reporte da ARC.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja: Altas em Chicago amenizam pressão do dólar e portos do BR se mantêm acima dos R$ 85/saca.

Embora de forma mais tímida, os preços da soja voltaram a subir na Bolsa de Chicago no pregão desta terça-feira (22) e fecharam o dia com altas de pouco mais de 5 pontos entre os principais vencimentos. Com isso, o julho/18 fechou com US$ 10,30 e o agosto/18 sendo negociado a US$ 10,34 por bushel.

A melhor relação entre China e Estados Unidos após a suspensão da guerra comercial entre os dois países continuou atuando como principal combustível para os preços neste pregão, com o mercado ainda refletindo essas informações.

“A China não tem como sobreviver sem a soja norte-americana”, diz o analista de mercado Marcos Araújo, da Agrinvest Commodities.

Os participantes do mercado, ainda segundo analistas e consultores, vêm as próximas negociações com um pouco mais de otimismo e a melhora das exportações norte-americanas a partir deste momento.

“Os grãos continuam a adicionar riscos pelo segundo dia consecutivo, seguindo o otimismo depois das notícias do último fim de semana sobre americanos e chineses. Isso poderia confirmar uma volta da força das vendas americanas, ao lado da conclusão do plantio nos EUA e o clima dos EUA nos próximos dias como fatores-chave para uma direção dos preços daqui em diante”, explica Jason Roose, analista da U.S. Commodities ao Agriculture.com.

Ainda assim, o impacto dos bons números do avanço do plantio da safra 2018/19 nos EUA tiveram impacto limitado sobre a formação das cotações neste pregão.

De acordo com o boletim semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 56% da área de soja já está plantada, contando com boas condições de clima no Corn Belt, contra 35% da semana passada, 50% de 2017 e 44% de média das últimas cinco safras. O mercado esperava, no caso da oleaginosa, algo entre 50% e 55%.

Preços no Brasil;

Nesta terça-feira, o dólar registrou uma nova rodada de baixas e fechou o dia com 1,20% de queda, valendo R$ 3,6447, depois de bater em R$ 3,6268 na mínima do dia. A baixa no câmbio foi mais intensa do que os ganhos registrados na Bolsa de Chicago e a formação dos preços no Brasil foi prejudicada.

A moeda acompanhou a movimentação do cenário externo e sentiu ainda a atuação do Banco Central. “O dólar está enfraquecido… (com a) leitura de que a tensão entre Estados Unidos e China caminha para um desfecho sem a incidência de tarifas”, comentou a corretora H.Commcor em relatório em nota da Reuters, citando o movimento da China pela redução de impostos em importação de automóveis.

O produto disponível, no porto de Paranaguá, fechou o dia com queda de 1,15% e R$ 86,00 por saca, enquanto em Rio Grande a perda foi de 0,81% para R$ 85,80. Na referência junho/18, o valor foi a R$ 86,50 por saca, recuando 0,57%.

Apesar disso, no interior do Brasil, algumas praças registraram bons ganhos em seus indicativos, como Ponta Grossa, no Paraná, onde o preço foi a R$ 86,00 com alta de 2,63%. No Rio Grande do Sul e na Bahia os preços também subiram.

Já no Centro-Oeste, as cotações recuaram. Em Sorriso/MT e São Gabriel do Oeste/MS, os preços perderam mais de 1% e fecharam o dia com, respectivamente, R$ 68,00 e R$ 72,00 por saca.

 

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