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publicado em 2 de maio de 2018

Híbrido da Helicoverpa requer alternativas de controle:

Resistência a inseticidas e maior gama de hospedeiras preocupam.

Provocou apreensão mundial o surgimento no Brasil de um híbrido entre a Lagarta da espiga do milho (Helicoverpa zea) e a temida Helicoverpa armigera, descoberto pela Organização da Comunidade de Pesquisa Científica e Industrial (CSIRO, na sigla em inglês). A entidade australiana afirmou que essa combinação é “preocupante” porque é capaz de se tornar uma praga global, altamente resistente a inseticidas e possuir uma maior gama de plantas hospedeiras.

“Os dados obtidos pelos pesquisadores apontam para o surgimento de novos ecótipos híbridos, logo chamam a atenção para a importância do monitoramento da H. armigera à medida que se espalham pelas Américas”, afirmou a Mestre em Entomologia e Doutora em Biotecnologia Cecília Czepak.

“Sabe-se que cada espécie tem seu potencial de dano e suas características relacionadas a resistência e portanto, juntas podem originar uma ‘nova super praga’, algo meio ‘assustador’ no que se refere a agricultura”, completa a professora titular da Escola de Agronomia da UFG (Universidade Federal de Goiás), instituição que forneceu as amostras para a pesquisa do CSIRO.

Uma alternativa sustentável se mostrou dez vezes mais efetiva para a Helicoverpa armigera, de acordo com testes feitos por instituições de pesquisa como o Circulo Verde, de Luís Eduardo Magalhães/BA e Gapes/GO. Trata-se do atrativo alimentar Noctovi, da Isca Tecnologias, que além de açúcares também contém componentes de origem vegetal muito potentes para as mariposas.

O Noctovi é composto por oleoresinas, que liberam voláteis atraindo os insetos desde grandes distâncias, e açúcares – que estimulam as mariposas a se alimentarem, ingerindo assim o inseticida letal.

O produto pode controlar também a Helicoverpa sp. e Heliothis sp., além da H. armigera, H. punctigera, H. virescens, H. Zea, Pseudoplusia includens, Spodoptera sp. – S. frugiperda, S. exigua, S. littoralis, S. litura, S. eridania – Autographa gamma, Plusia chalcites, Trichoplusia ni.

“O atrativo alimentar foi testado no controle de mariposas noctuídeos em cultivo de algodão. Uma semana antes do teste a área total foi tratada com inseticida (i.a. Clorantraniliprole + lambda-cialotrina). Foram tratadas duas áreas (5000 m2) com Noctovi (área 1 e 2) misturado com inseticida Metomil (2%); e uma área de igual dimensões foi utilizada como testemunha (T), sem aplicação.

O Noctovi foi aplicado com costal com bico sem difusor com gotas grandes; formando faixas de 1,5 m de largura, distanciadas a cada 25 metros, na dose de 1Kg/ha. Avaliou-se a mortalidade das mariposas 48 horas após a aplicação, registrando-se o número de mariposas mortas em 5 metros lineares (entrelinhas), num total de 8 pontos de amostragem/tratamento”, registra a Isca.

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