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publicado em 9 de abril de 2018

VARIEDADES DE ALGODÃO DO IMAMT DESPERTAM INTERESSE DE OUTROS ESTADOS PRODUTORES:


Resultados alcançados por programa estão despertando o interesse de outros estados.
 Essa proposta está sendo levada para discussão interna nas associações depois que o presidente do IMAmt, Alexandre Schenkel, o diretor executivo Alvaro Salles e os melhoristas do Instituto apresentaram um plano físico-financeiro durante reunião realizada em Brasília, na semana passada, com a participação do coordenador responsável por conduzir essa iniciativa, Aurélio Pavinato, e representantes de várias estaduais.

Segundo Salles, variedades de algodão desenvolvidas pela equipe de Melhoramento Genético do IMAmt vêm sendo testadas com sucesso em outras regiões brasileiras, como o Cerrado baiano, onde estudos vêm sendo conduzidos pela Fundação Bahia e outros parceiros.

Um dos destaques do portfolio é a variedade IMA 6501B2RF, que contém a tecnologia Bollgard II Roundup Ready Flex (B2RF), apresentando resistência ao herbicida glifosato em todos os estágios da lavoura e às principais espécies de lagartas que atacam o algodoeiro. Trata-se de uma cultivar de ciclo médio, com alto potencial produtivo, que tem apresentado “excelente qualidade de fibra”, de acordo com o diretor executivo do IMAmt.

 Mas as maiores expectativas se voltam para a variedade IMAmt 5801B2RF, que será lançada comercialmente para a safra 2018/19. O material apresenta alta tolerância ao nematoide de galha e resistência a isolados de fungos causadores de ramulária em Mato Grosso. A ramulária é considerada a principal doença foliar do algodoeiro em Mato Grosso e nematoides são causadores de importantes doenças das raízes, sendo considerados uma das maiores ameaças ao sistema produtivo adotado no estado, com o cultivo do algodão sucessivo à soja.

Na opinião do diretor executivo do IMAmt, o fato de os demais estados produtores de algodão também enfrentarem o problema crescente de nematoides a cada ano-safra desperta o interesse das estaduais e da Abrapa para os materiais desenvolvidos pelos pesquisadores de Mato Grosso.

Bicudo – Salles lembra que o IMAmt também está envolvido em outro projeto em nível nacional – com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e a Abrapa – cujo objetivo é buscar alternativas de controle do bicudo do algodoeiro, considerado a maior praga da cotonicultura nacional.

Criado em 2007 pelos produtores associados à Ampa, o IMAmt realiza pesquisas para desenvolvimento e difusão de novas tecnologias, e também se dedica à capacitação e qualificação da mão de obra envolvida no sistema produtivo adotado em Mato Grosso. Parte desse trabalho é realizada em parceria com outras instituições nacionais e internacionais.

Nos últimos três anos, o poder de fogo do Instituto foi ampliado com a construção de cinco Centros de Treinamento e Difusão Tecnológica em diferentes regiões produtoras de algodão do estado, que se somaram à unidade de Primavera do Leste, onde ficam sediados a maior parte dos pesquisadores do IMAmt, laboratórios e casas de vegetação.  Três biofábricas estão sendo instaladas em Primavera do Leste, Campo Verde e Rondonópolis, visando à produção de micro-organismos para reforçar o controle biológico de pragas e doenças.

O foco principal do IMAmt é o programa de Melhoramento Genético do Algodão, cujo objetivo é desenvolver variedades produtivas, com bom rendimento e qualidade de fibra, que sejam resistentes e/ou tolerantes às principais doenças e aos nematoides que atacam o algodoeiro e afetam também outras culturas, como a soja e o milho. Para dar suporte ao programa de Melhoramento Genético e proporcionar mais agilidade e confiabilidade em relação aos resultados das pesquisas, foi estruturado o Laboratório de Biologia Molecular, além de laboratórios de Fitopatologia e Entomologia.

“Todos esses fatores – instalações e capital humano – tornam o IMAmt singular e contribuem para o trabalho realizado em prol da consolidação da cotonicultura em Mato Grosso. O fato de os resultados alcançados estarem despertando as atenções de produtores de outros estados é motivo de orgulho e um reforço para que a pesquisa possa contribuir ainda mais para o sucesso do algodão brasileiro”, comenta Alexandre Schenkel, que destaca a posição ocupada hoje pelo Brasil entre os maiores produtores e exportadores mundiais de pluma.