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publicado em 13 de abril de 2018

Soja trabalha com leves altas em Chicago nesta 6ª e se aproxima das máximas em 15 meses:

Os futuros da oleaginosa, por volta das 8h (horário de Brasília), subiam pouco mais de 3 pontos, com o maio/18 valendo US$ 10,64 e o julho/18 já chegando aos US$ 10,75 por bushel.

O mercado da soja trabalha com leves altas nesta sexta-feira (13) na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, por volta das 8h (horário de Brasília), subiam pouco mais de 3 pontos, com o maio/18 valendo US$ 10,64 e o julho/18 já chegando aos US$ 10,75 por bushel.

De acordo com analistas internacionais ouvidos pelo portal britânico Agrimoney, as cotações se aproximam de suas máximas em 15 meses, mostrando uma rápida recuperação após as baixas intensas da última semana.

Para o analista de mercado Tobin Gorey, do Commonwealth Bank da Australia, as conversas entre China e Estados Unidos sobre as retaliações que estão em discussão entre as duas maiores economias do mundo deverão ter um final favorável para o comércio da soja, o que ajuda nessa movimentação das cotações.

Apesar disso, ainda acredita que, ao menos nesse momento, os chineses seguirão favorecendo as compras de soja brasileira – o que sazonalmente acontece em todos os anos comerciais – e, na sequência, deverão se voltar novamente à oferta americana.

Ademais, as vendas dos EUA para exportação parecem ter recuperado parte do seu ritmo e também contribuem para essa escalada da commodity na CBOT. Ao lado desse fator, pesam ainda mais sobre o andamento dos negócios as incertezas sobre a nova safra dos Estados Unidos.

“O mercado de grãos está balanceando as informações de uma retomada da demana com o clima ainda incerto para a safra 2018/19 dos EUA, informações que vão contra a pressão ainda exercida pelo desenvolvimento da guerra comercial entre chineses e americanos”, diz o boletim diário da consultoria Allendale, Inc.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Com demanda forte pelo produto americano, Chicago fecha 5ª feira com altas de dois dígitos

Na sessão desta quinta-feira (12), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago deixaram para trás a estabilidade registrada no início dos negócios e fechou o pregão com altas de dois dígitos entre as posições mais negociadas. O movimento levou o contrato maio/18 de volta aos US$ 10,60 e os vencimentos julho e agosto ao patamar dos US$ 10,70.

Segundo explicaram analistas e consultores, os dados das vendas semanais norte-americanas trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) chegou como combustível para o avanço das cotações.

Afinal, boas notícias sobre demanda vieram chegando ao mercado nos últimos dias, como as duas vendas dos EUA para a Argentina – após 20 anos sem operações como estas – que somaram mais de 240 mil toneladas.

Na semana encerrada em 5 de abril, os EUA venderam 1.510,5 milhão de toneladas de soja da safra 2017/18 com a maior parte sendo adquirida por destinos não revelados. Em relação à semana anterior, o volume cresceu 33% e 74% se comparado à média das últimas quatro semanas. Os traders apostavam em um intervalo de 900 mil a 2 milhões de toneladas.

No acumulado do ano comercial, as vendas americanas da oleaginosa já chegam a 52.994,7 milhões de toneladas, contra mais de 55,4 milhões do mesmo período na temporada anterior. A estimativa do USDA é de que as exportações dos EUA somem 56,2 milhões.

O departamento reportou ainda as vendas da safra 2018/19 em 954 mil toneladas, também com a maior parte para destinos desconhecidos.

Segundo o analista de mercado sênior da Price Futures Group, Jack Scoville, os números da soja foram bastante consideráveis no reporte semanal do USDA e, de fato, deram bom suporte às cotações não só da soja em grão, mas dos derivados negociados em Chicago.

“E isso realmente direcionou o complexo nesta quinta. Além do mais, todas as vendas reportadas ao longo desta semana, com a Argentina vindo às compras, criaram um interesse entre os investidores”, disse em entrevista ao portal Agriculture.com.

Uma safra menor vinda da América do Sul, especialmente em função da severa quebra na Argentina, também ainda dá suporte às cotações no mercado futuro norte-americano. Afinal, esse volume menor deverá ajudar a intensificar a demanda pela oleaginosa dos EUA, como tem feito com o produto do Brasil.

Nesta quinta-feira, a Bolsa de Rosario voltou a cortar sua estimativa para a colheita argentina e o número recuou de 40 para 37 milhões de toneladas.

No Brasil;

No Brasil, como relatou o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, poucos negócios foram realizados em função de uma pressão que as altas em Chicago exerceram sobre os prêmios no Brasil. Com os valores voltando aos patamares de algo entre US$ 1,10 e US$ 1,20, as últimas referências nos terminais de exportação ficaram entre R$ 86,50 e R$ 87,50 por saca.

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