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publicado em 2 de março de 2018

Perdas na Argentina devem chegar a 16 MT:

Perdas não são tão significativas desde 1996.
 O impacto da seca principal zona produtora de grãos da Argentina se agrava à medida que se acumulam dias sem precipitações e especialistas dizem que a situação é tão crítica que deve ser parecida a 1996, quando as perdas foram devastadoras. Por outro lado, analistas asseguram que a alta nos preços das commodities compensará em 86% a produção que se perderia.

Algumas entidades agropecuárias criticaram esse ponto de vista. De acordo com os Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (CREA) divulgado recentemente indica que em função da seca os produtores perderiam US$ 2.1 bilhões.

Para o especialista em agronegócio Fernando Botta, sócio-gerente da consultoria Agrobrokers, indicou que até o momento as estimativas de produção de soja estão ao redor de 40 milhões de toneladas, uma vez que o cultivo registra uma perda de potencial de rendimento da ordem de 27%.  “O panorama é bastante desolador. A projeção original para esta safra era de 56 milhões de toneladas e estamos calculando que chegará a 40 milhões”, afirmou Botta.

As reservas de água estão se esgotando e em algumas zonas não tiveram nenhuma gota de chuva desde o dia 15 de Janeiro e o cenário é muito complicado. Para o analista, se não chover nos próximos dias, as perdas devem se incrementar e o caso da soja seria pior. “Algumas estão sobrevivendo, mas faltará tamanho de grão e haverá problemas de rendimento e qualidade”.
“Em muitos casos à simples vista o cultivo não se vê tão mal, mas quando entre as máquinas será pior. A seca é mais similar ao que se está vivendo desde 1996 quando a média nos campos foi de 1200 quilos por hectare”, acrescentou.