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publicado em 28 de março de 2018

Dólar e Demanda mantém soja em alta no Brasil:

MERCADO FÍSICO
Chicago tende a cair e os prêmios nos portos brasileiros a subir

As cotações da soja tiveram na terça-feira (27.03) mais um dia de altas no mercado físico brasileiro, comprovando total descolamento da Bolsa de Chicago (CBOT). De acordo com a T&F Consultoria Agroeconômica, em média os preços subiram 0,90% nos portos e 0,60% no interior do País.

O analista da T&F Luiz Fernando Pacheco afirma que o suporte vem da maior demanda para esmagamento interno e forte alta de 0,84% no dólar, apesar da queda de US$ 2,75 cens/bushel sobre a cotação da soja nos Estados Unidos. “A queda da cotação em Chicago foi compensada com a elevação do prêmio nos portos brasileiros”, explica.

“Como se vê, está se cumprindo o que afirmamos no início deste mês, quando mostramos que as cotações de Chicago tenderiam a cair e os prêmios da soja nos portos brasileiros, a subir, de maneira compensatória. Alertamos, agora, de que esta questão não está fechada. Poderá ser revertida, porque o presidente Trump pediu aos seus assessores para encontrarem soluções para a disputa com os chineses, o que poderá neutralizar as sanções. Por isso, deve-se ficar atento a estes movimentos geopolíticos (refletidos no dólar), para se aproveitar os bons preços que eles proporcionam”, alerta Pacheco.

FUNDAMENTOS;

De acordo com os mapas climáticos analisados pela AgResource, nenhuma grande mudança nas previsões do tempo foi notada: “No geral, o padrão de chuvas para a América do Sul continua o mesmo. Chuvas expressivas são esperadas nestes próximos 5 dias sobre uma linha que corta todo o Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e o norte do Rio Grande do Sul”.

“Uma massa de ar quente de alta pressão se estabelece sobre o Centro-Leste do Brasil, dificultando a chega­da de umidade sobre Goiás, Minas Gerais, Bahia e o sul do Tocantins, até o fim da primeira semana de abril. Este período de estiagem é tido como benéfico, uma vez que ainda há soja para ser colhida em tais regiões. Além do mais, no dia 5 de abril, as chuvas voltam com maior intensidade sobre estas áreas, regando grande parte da safrinha plantada. Na Argentina os mapas continuam secos para todo o país, até meados do próximo mês”, concluem os analistas da ARC.

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