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publicado em 14 de março de 2018

Algodão deve aumentar área em 26%:

Entrada de novos cotonicultores no mercado em virtude da maior rentabilidade.

A INTL FCStone reavaliou sua estimativa para a área plantada de algodão na safra 2017/18 no Brasil. A projeção passou de 1.129 hectares (estimado em outubro de 2017) para 1.183 mil hectares, o que equivale à uma variação de 26% em relação ao ciclo 2016/17.

Em relatório divulgado nessa terça-feira, dia 13, a INTL FCStone indicou que o aumento se deve a diversas variáveis positivas que influenciam na safra. “A revisão decorreu da perspectiva positiva dos produtores nacionais para o ano-safra, em virtude da conjuntura atual dos preços internacionais e das condições de solo e clima favoráveis durante a semeadura do algodão” aponta o documento.

Mato Grosso do Sul, que é o principal produtor de algodão do país, deve apresentar um avanço de 25% em comparação com a temporada 2016/17, com o aumento de 62 mil hectares na intenção de plantio. “A entrada de novos cotonicultores no mercado, em virtude da maior rentabilidade da cultura perante o milho safrinha, aliada à ampliação da área cultivada por produtores antigos, foram os principais fatores para a expansão”, explicou o grupo.

Já a Bahia deve avançar 66,4 mil hectares em 2017/18, registrando um aumento de 33% da área plantada. Os bons números advêm da produtividade recorde registrada na última safra, bem como do fim da isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a produção de algodão no Tocantins, o que gerou uma migração de cotonicultores tocantinenses para o oeste baiano, onde há mais incentivo fiscal.  A situação deve implicar em uma significativa redução de 42% de áreas cultivadas no estado.

Além do Tocantins, Goiás deve reduzir cerca de 12% de sua área em relação à estimativa feita pela INTL FCStone em outubro. Apesar disso, a área de plantio ainda deve superar os 30,3 mil hectares do Mato Grosso do Sul, que sofreu contração de 8% na estimativa atual.