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publicado em 15 de fevereiro de 2018

Rotação de produtos não diminui resistência:

Estudo é da Universidade de Sheffield.
Cientistas da Universidade de Sheffield identificaram os fatores que levam à evolução da resistência de herbicidas em cultivos – algo que poderia ter um impacto na medicina bem com na agricultura.

Químicos xenobióticos, como herbicidas, fungicidas, inseticidas e antibióticos, são usados tanto na agricultura como na saúde humana para manejo de doenças e pestes. No entanto, a resistência evolou para todos os tipos de xenobióticos, mostrando que não são efetivos com sérias consequências na produção de cultivos e na saúde.

O novo estudo, liderado por pesquisadores do Departamento de Ciências de Plantas e Animais da Universidade de Sheffield em colaboração com o Rothasmsted Research e o Instituto de Zoologia e a Sociedade Zoológica de Londres, dão uma importante contribuição sobre como podemos aprender do manejo passado de sistemas agrícolas para reduzir a probabilidade da resistência evoluir no futuro.

As estratégias atuais de manejo de resistência está na diversificação do manejo e variação dos químicos usados. Técnicas utilizadas foram propostas medicina e na agricultura, mas não há um consenso sobre qual é a melhor abordagem.

No novo estudo, publicado na revista Nature Ecology and Evolution, os pesquisadores examinaram a evolução da resistência de herbicida na cauda-da-raposa ( Alopecurus myosuroides) no Reino Unido. Se tornou uma erva daninha presente em 88% das 24.824 quadratas – áreas pequenas de habitat selecionadas de forma aleatória como exemplos para avaliar a distribuição local de plantas e animais – monitorada por pesquisadores. Foi ao Norte em anos recentes e cientistas encontraram as daninhas em áreas que não haviam sido encontradas em outras décadas.

O autor líder do estudo Rob Freckleton, professor de população biológica da Universidade de Sheffiedl, disse: “O condutor disso é a evolução da resistência ao herbicida: nós encontramos essas daninhas em campos com maiores densidades que são resistentes a herbicidas. Uma resistência que evoluiu não parece desaparecer: dois anos depois, campos com altas densidades ainda tiveram altas densidades, apesar de que os produtores usaram uma série de diferenças técnicas. Nós estimamos que os custos econômicos são muito altos: os custos de manejo dobraram em consequência da evolução da resistência”.

A pesquisa oferece uma compreensão importante da diversificação de manejo que sugere uma técnica possível para redução da evolução da resistência. O estudo mostrou que a técnica vai trabalhar para reduzir a resistência somente se os produtores reduzirem o uso desses insumos. Se eles continuarem a usar os mesmos níveis de herbicidas ou outros insumos, a técnica não vai funcionar.

As descobertas mostram que o volume e a diversidade de produtores de herbicidas são positivamente relacionados. O professor Freckleton disse: “Os resultados foram simples: fazendas que usam um volume maior de herbicidas têm mais resistência. Além disso, encontramos pouca evidência do papel de qualquer outra técnica de manejo: nem a variedade de químicos usados – por exemplo se os produtores usaram uma variedade de herbicidas ou de cultivos, apesar de ambos serem defendidos como métodos para reduzir a evolução da resistência”.