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publicado em 28 de fevereiro de 2018

A profecia se cumpre: seca é uma realidade iminente nos campos argentinos:

Passaram 47 dias desde que Marcelo Testa, produtor, em entrevista ao La Nación, repetia: “Tem que chover já!”. E não ocorreu. Ou sim, mas não foi suficiente: 4mm em janeiro e 15mm em fevereiro foi o saldo de chuvas nas áreas que ele trabalha em Manuel Ocampo, a 15km de Pergamino.

Ontem, o produtor explicou: “neste momento teria que chover 90mm ou 100mm. Para o milho plantado nos primeiros dias de setembro faltaram chuvas para conferir peso ao grão. A soja de primeira etapa teve excesso de temperatura e não recebeu água, de forma que houve aborto de flores”. A respeito da soja de segunda etapa, Testa acrescentou: “temos que avaliar os próximos 20 dias se devemos continuar gastando insumos ou se abandonamos a área”.

Mas ocorrem também situações distintas no setor. A apenas 20km de Ocampo, na zona de Pinzón, Arbolito e Carabelas, se observam áreas de soja em todo o seu esplendor. Qual é a razão? A princípio, a disparidade de chuvas dentro do partido de Pergamino: enquanto Pinzón recebeu 70mm em dois meses, a zona onde Testa cultiva choveu quase 20mm. Em segundo lugar, a profundidade da água armazenada no solo. O produtor dessa zona, Silvio Illia, disse que se solidariza com o restante dos produtores que vivem uma situação drástica.

Nos primeiros dez dias de janeiro, alguns produtores falavam de 30% de perdas nos rendimentos de soja de primeira etapa. Testa explicou: “um mês antes da colheita, nós, que produzimos cereal em campos arrendados, estamos em uma situação complicada. Há áreas de milho de primeira etapa que vão render entre 4000kg a 5000kg por hectare e outros, 8000kg e 9000kg por hectare. Na soja, haverá campos de 2000kg por hectare e, outros, de 3500kg a 4000kg por hectare.

Além dessa situação, os produtores argentinos seguem preocupados com o aumento de tarifas, do diesel e também com a comercialização de soja, que está parada, pelo temor de não se obter colheita.

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