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publicado em 19 de janeiro de 2018

Milho: Safra argentina terá redução drástica:

Chuvas recentes não foram suficientes para evitar perdas.
A seca no coração do pampa argentino deve reduzir a safra de milho em 3,7 milhões de toneladas do inicialmente projetado para a colheita atual, analistas projetaram à Reuters. A Argentina, terceiro mais exportador de milho a nível mundial, foi afetada por um clima extremamente seco que atrasou o plantio de soja, levantando temores de que em alguns campos perderiam a janela de plantio, enquanto que o verão do Hemisfério do Sul seca os rendimentos de milho em importantes áreas.
Os produtores argentina têm somente uma semana para plantar soja para colher antes que cheguem as geadas em Maio e Junho. A Argentina é também o terceiro mais fornecedor de soja a nível mundial.

“O problema com o milho não é tanto a redução da área plantada como o efeito da seca na produtividade final”, afirmou Gustavo López, chefe da consultoria local Agritrend, que espera uma safra de 38,3 milhões de toneladas, abaixo das 42 milhões de toneladas previstas anteriormente.

López diz que o saldo exportável da Argentina será de 23,5 milhões de toneladas, que está abaixo do que se projetava antes da seca, que era de 27 milhões de toneladas.

A Argentina iniciou 2017 com um problema oposto. Muitas áreas estavam inundadas por chuvas excessivas, mas períodos estendidos de calor mais adiante no ano secaram as áreas de soja e milho no Norte da província de Buenos Aires.

Na semana passada, a Bolsa de Comércio de Rosario cortou a projeção de produção de milho para 4% para 39,9 milhões de toneladas. Os pampas tiveram chuvas durante a semana, mas a distribuição das chuvas foram desiguais, deixando muitas áreas ainda secas.

O analista da Bolsa de Rosario Cristian Russo afirmou que a produtividade de milho nesta temporada estará abaixo da média dos últimos três anos. “Nas áreas em que fomos menos afortunados em receber chuvas, a seca vai continuar”, disse ele.

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