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publicado em 10 de janeiro de 2018

Argentina: situação climática de Buenos Aires deve continuar preocupante para soja e milho:

Segundo um boletim do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária (INTA) da Argentina, que considera uma previsão de chuvas até segunda-feira (15), os próximos dias trariam chuvas de “variada intensidade em áreas do centro e norte argentino com maiores acumulados, de maneira localizada, no norte da província de Córdoba, no Noroeste argentino e no extremo nordeste”.

Para essas regiões, as chuvas estarão dentro da média esperada para o período a superior ao normal, enquanto sobre La Pampa e Buenos Aires os volumes devem ser inferiores aos esperados.

Para o caso do norte, a soja e o milho devem ser beneficiados. Contudo, a situação atual não deve mudar na província de Buenos Aires, que tem áreas com reservas escassas.

Segundo o boletim, se espera que sobre o centro e o norte do país os ventos do setor norte e nordeste se façam presentes, com contínuo aumento de temperaturas.

Para a sexta-feira, prevê-se uma passagem de frente fria com ventos que irão se direcionar ao sudeste provocando chuvas e tempestades de variada intensidade sobre o centro e o oeste do território. “Até o final de semana, as tempestades poderiam se intensificar e estender até o norte do país, especialmente sobre a região do Cuyo, Córdoba, sul de Santa Fe e o noroeste da província de Buenos Aires”, destaca o boletim.

Neste contexto, um boletim de Eduardo Sierra, especialsta em agroclimatologia, alerta que “se deve prever o risco de que a próxima safra, 2018/19, comece com reservas hídricas escassas, às quais poderiam se somar chuvas escassas, determinando um cenário limitante”.

Para Sierra não seria estranho que o processo atual esteja marcando uma transição no estado do sistema climático sul-americano, colocando fim à fase úmida e dando início a uma fase seca, que poderia se prolongar ao longo de várias safras. “Teríamos que continuar fazendo uma rigorosa vigilância climática a fim de antecipar os possíveis riscos que vão surgindo ao longo da temporada e tomar as medidas correspondentes”, alerta o especialista.

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