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publicado em 10 de janeiro de 2018

Amaggi compra Itamarati por R$ 1 bi:

Fazenda Itamarati, com 105 mil hectares, é a maior compra de área realizada pelo grupo Amaggi.

Sede da Amaggi em Cuiabá, maior compra de terras da empresa criada em 1977 e que faturou em 2016 R$ 13,2 bi

A Amaggi, empresa que tem o ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) como um dos principais acionistas, confirmou a compra da Fazenda Itamarati, de 105 mil hectares e localizada no município de Campo Novo do Parecis, 390 quilômetros de Cuiabá. O valor da compra é de mais de US$ 300 milhões de dólares, ou seja, mais de R$ 1 bilhão. A compra se torna uma das maiores transações de compra de terras do país.

Ao Diário, Blairo Maggi confirmou a negociação. “É a maior compra de área que já realizamos. É o que posso dizer no momento. As negociações foram definidas no ano passado e está sob sigilo por questões contratuais de ambas as partes. Não posso comentar mais sobre o assunto”, explicou.
De acordo com a assessoria de imprensa da Amaggi, As negociações estão ocorrendo ainda e que deverá ser concretizado nos próximos dias. Já em relação ao valor, a empresa disse que não poderá confirmar por questões contratuais.
Dos 105 mil hectares da Fazenda, 51,5 mil hectares são destinados para agricultura, 2,7 mil para a pecuária e o restante são reserva legal. As ações da Fazenda eram pertencentes à Companhia Agrícola do Parecis – Ciapar.
A empresa da família do ministro já arrendava a área desde 2002. “A Companhia já vinha negociando há algum tempo para concretizar o negócio para continuar produzindo soja, milho e algodão nessa área”, explicou Blairo.
A Amaggi pretende revitalizar a fazenda, mantendo as atividades e mantendo todos os funcionários. Porém, a Amaggi pretende ampliar a produção de algodão, a construção de uma nova usina e a troca de todas as maquinas e equipamentos da fazenda.
No local, existem 11 pistas para pousos e decolagens, um hangar e dezenas de silos – reservatórios utilizados para pré-armazenamento do material moído/granulado antes de sua embalagem.
Na região da Fazenda também existe uma Vila de moradores com cerca de 2200 pessoas, sendo que boa parte é de colaboradores e seus familiares. No local possui uma escola, construída pela Amaggi e que foi entregue ao Poder público em 2016. A ideia da Amaggi será desmembrar a Vila da Fazenda e emancipá-la.
“Existe uma Vila que o doutor Olacyr de Moraes construiu no local. E nós mantivemos essa Vila até hoje, cuidando do asfalto, iluminação e esgoto. Mas existem algumas coisas públicas lá como escola, igreja, e outras coisas. A intenção da Amaggi é separar a Vila da Fazenda e vender aquelas casas para os funcionários que já moram lá e terrenos. A tendência é se tornar um distrito. Mas para isso terá que passar pela Câmara de Vereadores de Campo Novo. E com o tempo deve se tornar um município sim. É um interesse de todos. Quem sabe no futuro”, finalizou o ministro.
No final da Década de 1980, a empresa Amaggi chegou a emancipar um local em suas propriedades, onde se tornou o município de Sapezal, 498 quilômetros de Cuiabá.
Por meio de Nota a Amaggi confirmou que está participando das negociações para a aquisição da totalidade das ações da Fazenda Itamaraty e que deverá ser formalizada nos próximos dias.
Fundada em 1977, a Amaggi chegou a Mato Grosso no inicio da década de 1980 e está presente em todas as regiões do Brasil, além da Argentina, Paraguai, Holanda, Noruega e Suíça. Atualmente, é composta por quatro grandes áreas de negócio – Commodities, Agro, Navegação e Energia – e atua na originação, comercialização de grãos e insumos; produção agrícola e de sementes de soja; operações portuárias, transporte fluvial e geração e comercialização de energia elétrica. Em 2016, o faturamento da Amaggi foi de R$ 13,2 bilhões. 


DIÁRIO DE CUIABÁ