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publicado em 6 de dezembro de 2017

Transferência do poder de compra :

Para formação desse ciclo se observam nos números uma espécie de transferência do poder de compra, que passou do produtor – até então responsável pelo custeio de mais de um terço da necessidade global da soja mato-grossense – para as multinacionais que nessa safra passaram a financiar mais de um terço.

Com o custeio de R$ 1.981,54/hectare e uma área projetada em 9,42 milhões de hectares, o total de custeio no Estado para o ano agrícola de 2017/18 foi de R$ 18,66 bilhões. Desse total, R$ 3,48 bilhões vieram da parcela de recursos próprios do produtor, o que representa atualmente 19% do total, ante 33% no ciclo passado, R$ 2,55 bilhões foram obtidos junto a bancos via recursos do Plano Safra, volume que passou de 17% para 14% de participação nesse ano, outros R$ 2,88 bilhões vieram de operações no sistema financeiro, cifras que passaram de 12% no ano passado para atuais 15%, R$ 3,15 bilhões captados junto às revendas, iniciativa que alterou o ‘funding’ desse agente de 14% para atuais 17% de participação e as multinacionais de agroquímicos, fertilizantes, sementes e grãos que ao injetar mais de R$ 6,58 bilhões cravaram participação de 35% sobre o total de R$ 18,66 bilhões dessa safra, ante participação de 24% no ano passado.

Conforme a análise do Imea, “a configuração do ‘funding’ vem ilustrando desde a safra 2015/16 uma tendência de alta na alavancagem do produtor, uma vez que a participação de capital de terceiros saiu de 60% e foi para 81% nesta safra, o que fez o mercado injetar neste ano, ante 2016, mais de R$ 2,5 bilhões para custear a safra 2017/18 de soja em Mato Grosso”.A parcela vinda do sistema financeiro teve a maior participação no ‘funding’ desde o início da série histórica em 2010, com participação de 15%. Este aumento foi pautado, principalmente, pela menor disponibilidade de recursos controlados e aumento da oferta de recursos livres, através de LCAs, moeda estrangeira, e outras fontes, o que fez com que diminuísse a participação percentual dos recursos federais no custeio agrícola do produtor mato-grossense.

A safra 2017/18 de soja registrou, pela primeira vez na série histórica do Imea, queda anual no custo de produção, sendo esta de 6,9% na comparação com a safra 2016/17. A área semeada, pelo segundo ano safra consecutivo, apresentou o menor crescimento diante das últimas quatro safras. (MP)

DIÁRIO DE CUIABÁ