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publicado em 23 de outubro de 2017

Mercado se volta para o Brasil:

A safra de soja da América do Sul, em particular a do Brasil – pelo seu grande volume e importância no contexto mundial da produção – começará a fazer parte do ‘radar’ internacional, podendo ser um diferencial positivo na constituição das cotações.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista de mercado da Agrinvest, Eduardo Vanin, explica que, nos últimos anos, a Bolsa de Chicago precificou a colheita norte-americana até que esta chegasse em 70%. Depois deste ponto, outros fatores, como a demanda da safra nova e o plantio na América do Sul, começam a ser observados, sendo considerado para precificação da soja. Os fatores climáticos desse início de safra no Brasil, marcado por inúmeros problemas em decorrência da falta de chuvas, passa a chamar à atenção do mercado internacional.

Conforme Vanin, nesta semana, os Estados Unidos registram momento de clima firme, permitindo a continuidade dos trabalhos de colheita. Enquanto isso, no Brasil, o estado do Paraná é o único que encaminha bem a sua soja. No Mato Grosso do Sul, há possibilidade de replantio em algumas áreas, enquanto os estados de Goiás e Mato Grosso sofrem, em grande maioria de suas áreas, com a falta de chuvas. A tendência é que a próxima semana seja de precipitações para essas áreas, permitindo que muitos realizem o plantio.

O mercado, portanto, vem precificando apenas a colheita dos Estados Unidos nesta semana, tendo em vista o clima mais firme. A partir da próxima semana, além de ter o Brasil no radar, a CBOT pode voltar os olhos para a demanda da China, que enfrenta uma alta no frete marítimo, fator que pode resultar em compras mais lentas. Entretanto, a China precisa atender seus compromissos internos e pode vir mais agressiva nas próximas semanas. Nas vendas brasileiras, o preço praticado para as vendas está aquém do alvo dos produtores.

DIÁRIO DE CUIABÁ