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publicado em 17 de outubro de 2017

Com foco na safra na América do Sul, soja inicia pregão desta 3ª feira em queda na Bolsa de Chicago:

As principais posições da commodity operam em campo negativo pelo segundo dia consecutivo e, por volta das 8h30 (horário de Brasília), exibiam perdas entre 4,50 e 5,00 pontos.

Com foco na safra na América do Sul, soja inicia pregão desta 3ª feira em queda na Bolsa de Chicago

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os futuros da soja iniciaram a sessão desta terça-feira (17) em queda. As principais posições da commodity operam em campo negativo pelo segundo dia consecutivo e, por volta das 8h30 (horário de Brasília), exibiam perdas entre 4,50 e 5,00 pontos. O novembro/17 era cotado a US$ 9,86 por bushel e o janeiro/18 a US$ 9,96 por bushel.

“A soja não teve o ímpeto de permanecer em US$ 10 por bushel, então o mercado desapareceu um pouco”, disse Tobin Gorey, diretor de estratégia agrícola do Commonwealth Bank of Australia em entrevista à Reuters internacional.

O diretor ainda completa que, “o mercado continua preocupado com a seca em algumas regiões produtoras de soja no Brasil. Nós talvez possamos atingir a extensão de prêmio de risco que o mercado está disposto a adicionar por enquanto”.

A safra americana também continua no radar dos participantes do mercado. Ainda no final da tarde desta segunda-feira, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reportou que cerca de 49% da área plantada já foi colhida no país.

O número ficou acima do esperado pelo mercado entre 46% e 48%. A média dos últimos anos é de 60% e no mesmo período do ano anterior o índice estava em 59%.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Soja tem dia de realização de lucros nesta 2ª feira na CBOT, mas mantém nível de US$ 10/bu

O pregão desta segunda-feira (16) foi negativo aos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity ampliaram as perdas ao longo do dia e finalizaram a sessão com desvalorizações entre 8,25 e 9,25 pontos. Apesar da queda, os vencimentos se mantiveram acima do patamar de US$ 10,00 por bushel. Apenas o novembro/17 que finalizou o dia a US$ 9,91 por bushel.

O mercado voltou a cair nesta segunda-feira após acumular alta de mais de 2% na semana anterior e retomar o melhor patamar dos últimos 2 meses. “A soja é mais baixa devolvendo alguns dos ganhos da semana passada na tomada de lucros”, disse o analista de mercado internacional da Farm Futures, Bryce Knorr.

De acordo com as agências internacionais, o foco dos participantes do mercado está na América do Sul, especialmente no clima no Brasil. As chuvas permanecem irregulares no Centro-Oeste e a expectativa é que cerca de 12% da área tenha sido cultivada com o grão até a última semana no país.

“O clima segue no topo do debate, tanto no que se refere aos trabalhos de colheita nos EUA quanto no que se refere ao plantio no Brasil”, informou a Granoeste Corretora de Cereais em seu boletim de fechamento de mercado.

Já os embarques semanais de soja ficaram em 1.770,324 milhão de toneladas na semana encerrada no dia 12 de outubro, segundo relatório do USDA. O volume ficou acima das expectativas dos investidores, que estavam entre 1,1 milhão a 1,2 milhão de toneladas.

No acumulado da temporada, os embarques da oleaginosa totalizam 7.234,457 milhões de toneladas. O volume está abaixo do observado no mesmo período do ano anterior, de 7.828,941 milhões de toneladas.

Ainda nesta segunda-feira, o noticiário internacional ainda destacou a venda de 227,3 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos com entrega na campanha de comercialização 2017/18. A informação ainda não foi confirmada oficialmente pelo USDA.

Outro também aguardado pelos investidores neste início de semana era o de esmagamento de soja nos EUA. A NOPA (Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosa dos EUA) reportou em seu boletim mensal que foram processadas 3,71 milhões de toneladas de soja em setembro no país.

O número ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, de 3,76 milhões de toneladas. O número também representa uma queda de 4,21% em relação ao mês de agosto, no qual, foram esmagadas 3,88 milhões de toneladas.

Mercado brasileiro

No mercado doméstico, a segunda-feira foi de ligeiras perdas aos preços da soja. Conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, o valor da saca da soja caiu 5,26% em Sorriso (MT), com o preço a R$ 54,00. Em Castro (PR), o dia também foi negativo com queda de 1,41% e a saca a R$ 70,00.

Os preços acompanharam a queda registrada no mercado internacional, mesmo com a alta registrada no câmbio nesta segunda-feira. A moeda norte-americana finalizou o dia a R$ 3,17, com ganho de 0,75%, com influência da cena política mais sensível no Brasil, conforme destacou a agência Reuters.

De forma geral, os preços da soja e dos seus derivados no mercado brasileiro continuam firmes, de acordo com o Cepea. As chuvas ainda irregulares no Brasil e as precipitações no Meio-Oeste americano dão suporte aos preços.

“Além disso, a firme demanda global e a retração de produtores brasileiros e internacionais da comercialização de grandes lotes, devido às incertezas sobre o tamanho da safra e o comportamento dos preços nos próximos meses também dão suporte aos preços”, ressaltou o Cepea.

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