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publicado em 19 de outubro de 2017

Carga tributária cresce 9,24% em 2017:

Velocidade da arrecadação de impostos antecipa em quase 30 dias o registrado no Impostômetro mato-grossense do ano passado, com mais de R$ 21,2 bilhões pagos.

Além de maior arrecadação, 2017 vai sendo marcado pela velocidade da carga tributária sobre o cidadão

Os mato-grossenses já pagaram pouco mais de R$ 21,28 bilhões em tributos neste ano. O valor contabilizado até ontem revela incremento de 9,24% sobre a carga tributária no Estado, já que de 1º de janeiro a 18 de outubro do ano passado a arrecadação somava R$ 19,48 bilhões. Com a receita total gerada por meio da quitação de impostos à União, ao Estado e aos municípios, Mato Grosso participa com 1,25% de todo o dinheiro pago pelos brasileiros.
Conforme dados divulgados ontem pelo Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), os R$ 21,28 bilhões arrecadados no Estado foram registrados com quase 30 dias de antecipação em relação ao mesmo valor contabilizado no ano passado. A cifra de R$ 21,29 bilhões em arrecadação no Estado em 2016 – praticamente a mesma observada até ontem – ocorreu no dia 13 de novembro do ano passado.
Essa antecipação também foi registrada no Brasil. O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) bateu ontem a marca de R$ 1,7 trilhão. O registro ocorre 24 dias antes do que em 2016, o que significa que os brasileiros estão pagando mais tributos em 2017.
Em uma ilustração simples do peso dessa arrecadação, o Impostômetro aponta que a cifra, se aplicada na poupança, renderia R$ 228,933 por minuto, ou pouco mais de R$ 13,73 mil por hora.
No Centro-Oeste, Mato Grosso é o terceiro estado em arrecadação. O primeiro é o Distrito Federal, que de 1º de janeiro a 18 outubro, soma R$ 130 bilhões. Considerando o mesmo período, Goiás vem em segundo lugar com R$ 33,13 bilhões, seguido por Mato Grosso, R$ 21,28 bilhões e de Mato Grosso do Sul, com R$ 16,77 bilhões. São Paulo lidera a arrecadação no país com mais de R$ 632 bilhões, o que equivale a 37,39% de toda montante contabilizo pelo país até ontem.
IMPOSTÔMETRO – “A cifra de R$ 1,7 trilhão chega influenciada pelo aumento da inflação e pelos setores que pagam mais impostos, como a indústria, com destaque para o arranque do ramo automobilístico”, explica Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). “Nossa estimativa é de que o Impostômetro encerre o ano com cerca de R$ 2,17 trilhões pagos, valor superior às arrecadações dos últimos anos”, adianta Burti.
Para ele, “Neste ano, a carga tributária pesou muito no bolso do consumidor, no entanto, a população não teve ganho real com isso”.
O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), João Eloi Olenike, ratifica ao dizer que a contagem e a exposição dos números apresentados pelo painel incentivam a formação de um senso crítico em relação à alta taxa de tributos pagos pela população, que tem o direito/dever de cobrar o retorno destes valores e vê-los destinados a serviços públicos de qualidade, na mesma proporção que os tributos são arrecadados.
Como frisa o IBPT, o montante nacional registrado pelo Impostômetro considera todo o dinheiro pago pelos brasileiros aos cofres da União, dos Estados e dos municípios em tributos (impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária) desde o primeiro dia do ano.

DIÁRIO DE CUIABÁ