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publicado em 5 de agosto de 2016

Soja chega a registrar altas de dois dígitos em Chicago nesta 6ª feira e busca se posicionar no final da semana:

Nesta sexta-feira (5), as altas registradas pelos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago parecem ganhar força e, por volta das 7h40 (horário de Brasília), variavam entre 9,25 e 15,50 entre os principais vencimentos.

Soja chega a registrar altas de dois dígitos em Chicago nesta 6ª feira e busca se posicionar no final da semana

Nesta sexta-feira (5), as altas registradas pelos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago parecem ganhar força e, por volta das 7h40 (horário de Brasília), variavam entre 9,25 e 15,50 entre os principais vencimentos. O contrato agosto, que já termina os negócios nos próximos dias, era cotado a US$ 10,06 por bushel, enquanto o novembr/16, que é referência para a nova safra americana, tinha US$ 9,68.

Entre os fundamentos, a atenção permanece dividida entre o clima no Corn Belt e a força da demanda, que veio sendo reforçada pelas notícias dos últimos dias. “Para os próximos 6 a 10 dias as previsões continuam mostrando chuvas acima da média na maior parte das regiões produtoras e, assim, são suficientes para manter certa pressão sobre o mercado”, diz Joe Lardy, da consultoria internacional CHS Hedging.

Na outra ponta, a demanda pela soja dos Estados Unidos puxa os preços para cima, ainda de acordo com os analistas internacionais. No acumulado da temporada comercial 2015/16, que termina no próximo dia 31, as vendas americanas para exportação já superam em 7,3% o esperado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA). O momento, portanto, gera especulações, uma vez que um novo reporte mensal de oferta e demanda será divulgado pela instituição em 12 de agosto.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Preços no mercado brasileiro têm novo dia de baixas nesta 5ª feira com dólar abaixo de R$ 3,20

O mercado internacional da soja fechou os negócios desta quinta-feira (4) com estabilidade na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleginosa operaram durante todo o dia em campo positivo, mas passou por algumas liquidações técnicas no final da sessão e a encerrou com oscilações de menos de 1 ponto entre os contratos mais negociados.

Assim, o vencimento agosto/16 – a primeira posição e a que deve sair dos negócios nos próximos dias – terminou o dia subindo 0,25 ponto e valendo US$ 9,90, enquanto o novembro/16, que é referência para a nova safra dos Estados Unidos, ficou em US$ 9,55 por bushel, após bater em quase US$ 9,70 na máxima do pregão.

Nas duas últimas sessões, os preços da soja na Bolsa de Chicago têm observado duas frentes importante influenciando seu direcionamento, sendo as perspectivas para uma grande safra vinda dos Estados Unidos e a demanda forte pela oleaginosa norte-americana. Para analistas internacionais, na medida em que esse movimento de vendas continua, o mercado pode deve seguir refletindo essa “disputa” entre ambos os fundamentos.

Clima nos EUA

A nova safra de soja dos EUA tem, de acordo com os últimos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), 72% das lavouras em boas ou excelentes condições e seu potencial, em função desse quadro e de um bom cenário climático previsto para as próximas semanas, têm permitido que consultorias internacionais revisem para cima suas projeções para a temporada, com maiores índices de produtividade e volumes de produção que poderiam chegar a até 108 milhões de toneladas. Os mais otimistas falam ainda em 110 milhões.

De acordo com as últimas previsões do NOAA, o departamento oficial de clima dos EUA, afirma que a chegada de tempestades nesta semana irá quebrar a onda de calor que vem sendo registrada no Corn Belt, elevando de forma signficativa as temperaturas. Os elevados volumes de chuvas esperados para os próximos sete dias podem ser observados no mapa a seguir.

Na sequência, o padrão é mantido e indica que os intervalos dos próximos 6 a 10 e 8 a 14 dias permanecem sendo úmidos e quentes.

Demanda

Somente nesta semana, os EUA já venderam quase 2 milhões de toneladas de soja em grãos, com a China adquirindo uma parte considerável deste total. O USDA trouxe anúncios de novas vendas diariamente e ajudou a recuperar o fôlego do mercado, que vinha sendo severamente pressionado por esse quadro de projeções de uma grande safra nos EUA. Além disso, os números das vendas norte-americanas da última semana, bem como dos derivados da oleaginosa no reporte do USDA, também vieram fortes nesta quinta-feira e contribuíram.

Na semana encerrada em 28 de julho, os EUA venderam 1.670,4 milhão de toneladas de soja em grão e o volume ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam de 1,1 milhão e a 1,8 milhão de toneladas. O total da safra velha foi de 542,2 mil toneladas e com a China respondendo pela maior parte, além do acumulado no ano comercial estar 4% a frente do que os números da temporada anterior Já da nova foram 1.128,2 milhão, com a maior parte adquirida por destinos não revelados.

“Tivemos outro dia ótimo com os anúncios diários de vendas do USDA. A força da demanda vem oferecendo suporte aos preços”, diz o analista de mercado Kim Rugel, da Benson Quinn Commodities em entrevista ao internacional Agrimoney.

Além disso, para o consultor de mercado Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios, com a possibilidade de uma grande safra americana já sendo conhecida – perto de 108 milhões de toneladas – já estaria precificada pelo mercado em Chicago e, por conta disso, as cotações estariam se aproximando de um piso.

Mercado Interno

No Brasil, os preços voltaram a recuar nesta quinta-feira em quase todas as praças de comercialização do interior do país. Entretanto, algumas praças ainda encontram força pra subir, suportadas, principalmnente, pelos fundamentos positivos de uma ajustada relação de oferta e demada em determinadas regiões de produção.

Os ganhos ao longo do dia em Chicago, ao lado dos prêmios fortes, ajudaram a promover essa tentativa de recuperação dos preços, porém, o dólar ainda é um entrave. A moeda norte-americana caiu, nesta quinta, quase 1,5% e foi abaixo dos R$ 3,20, registrando sua mínima em mais de 1 ano. No encerramentos dos negócios, a divisa foi a R$ 3,1945.

Enquanto em Não-Me-Toque, no RS, a cotação caiu 1,46% para R$ 67,50 por saca, em Ponta Grossa, no Paraná, alta de 5,13% para R$ 82,00. Em Assis e Avaré, ambas as praças em São Paulo, tiveram ganhos respectivos de 2,66% e 18,18%, para R$ 75,22 e R$ 76,20, enquanto no Oeste da Bahia foi observada uma baixa de 4,90% para R$ 64,67.

Para os portos, o dia foi negativo. A soja perdeu, no disponível, 1,22% em Paranaguá e 0,13% em Rio Grande, para ficar com R$ 81,00 e R$ 76,00 por saca, respectivamente. Já no mercado futuro, baixas de 1,28% e 1,30%, para R$ 77,00 e R$ 76,00 por saca.

FONTE: PORTAL DO AGRO NEGÓCIO