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publicado em 4 de agosto de 2016

MILHO: Agosto começa com saca valorizada em 100% em Mato Grosso;

Lógica do mercado: oferta menor, preços maiores. Cotação valorizada .

O milho ensaiou uma queda, mas ela não durou. Agosto começa como terminou julho, com o grão valorizado, agora, sustentado pela demanda internada, que além dos tradicionais criadores de aves e suínos, agora concorrem pelo grão os pecuaristas que incluem o confinamento como parte da atividade na terminação (engorda) dos bovinos a partir de agora, quando chega o período da estiagem. Numa rápida análise, os preços da saca do milho, em Mato Grosso, tiveram uma valorização mensal 10,5%, na comparação entre a última semana de junho contra o mesmo período de julho, e alta de 100% na comparação entre a última semana de julho de 2016 ante o mesmo período de 2015, intervalo em que a saca passou de uma média de R$ 15,15 para atuais R$ 30,28.

A análise e o levantamento fazem parte do Boletim do Milho, divulgado na última segunda-feira pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os novos valores à saca refletem a quebra da atual safra que até junho estava estimada em cerca de 6 milhões de toneladas e da manutenção da demanda do mercado interno. Como explicam os analistas do Imea, “o milho está de volta às altas e cerca de 85% da área plantada estão colhidos”, o que reforça que os números apontados como ‘quebra’ vão se consolidando no Estado.

O novo movimento de alta teve início em julho. Como explicam, apesar de a expectativa das exportações deste mês estar abaixo do que se viu em anos anteriores, a demanda pelo cereal permanece aquecida internamente. “Os produtores de carne estão comprando o cereal para garantirem a disponibilidade do insumo para fabricação de ração, e este movimento de compra está sendo o principal impulsionador dos preços do milho. Em Mato Grosso, as cotações inverteram a direção na primeira semana de julho depois de baterem a mínima de três meses, R$ 27,41/sc e passaram a apresentar um movimento semanal contínuo de alta, fechando em R$ 30,28/sc na semana passada, alta mensal de 10,5%”. Como referendam, considerando a movimentação do mês passado, mais a comparação anual, que revela alta de 100%, “temos um mercado de milho mais direcionado pelo consumo interno do que pelas exportações em Mato Grosso”.

NO CAMPO – A mais recente estimativa do Imea sobre a safrinha de milho – junho – projetou que mesmo com área recorde, de 4,5 milhões de hectares plantados, o resultado será inferior ao contabilizado no ano passado, tanto pela variável da produção quanto da produtividade. “A oitava estimativa da safra 2015/16 mato-grossense de milho, realizada no mês de junho de 2016, incorporou novos números sobre os impactos climáticos que atingiram as regiões produtoras do Estado. A área semeada permanece a mesma, de 4,25 milhões de hectares. Com os consideráveis reajustes realizados na produtividade estimada, a produção apresentou um recuo de 4,8% ante a última estimativa, ou 1,02 milhão de toneladas, ficando estimada em 20,22 milhões de toneladas. Se comparado ao que se viu na safra 2014/15, a queda é de 22,9%, ou 5,975 milhões de toneladas”, relata o levantamento do Imea.

FONTE: DIÁRIO DE CUIABÁ