sementes.petrovina@petrovina.com.br (66) 2101-4000 Acesso Restrito

Notícias e Novidades

publicado em 17 de agosto de 2016

Alta do milho faz margem da Seara, da JBS, despencar:

O repasse de preços feito pela Seara para compensar a disparada da cotação do milho no Brasil foi insuficiente para recompor as margens da subsidiária, admitiu ontem o CEO global da JBS, Wesley Batista.

De acordo com o empresário, o milho “tirou” seis pontos percentuais da margem Ebitda da Seara, subsidiária da JBS, no segundo trimestre.

No segundo trimestre, o Ebitda da Seara caiu 51,6% na comparação com igual período do ano passado, para R$ 382 milhões. Desse modo, a margem Ebitda da Seara caiu de 17,7% para 8,3%. Dona da marca de alimentos que leva mesmo nome, a Seara reúne as operações de aves, suínos e alimentos processados da JBS no Brasil. Entre abril e junho, teve uma receita líquida de R$ 4,6 bilhões, aproximadamente 10% da receita de R$ 43,6 bilhões da JBS.

Em teleconferência ontem com analistas, Batista disse que a Seara precisa repassar preços nos mercado interno e externo. Apesar disso, os repasses devem ser mais “pontuais” a partir de agora (agosto), tendo em vista que a maior parte dos reajustes foi feita no fim do trimestre. É por isso que, na comparação com os preços do segundo trimestre, os aumentos serão “expressivos”, disse o empresário.

Contudo, o presidente global de operações da JBS, Gilberto Tomazoni, disse que a Seara – nos mercados interno e externo – está trabalhando com margens “muito negativas” em alguns mercados ou categorias. Ele também reconheceu que o aumento de preços tende a reduzir o volume vendido pela subsidiária. “Precisamos [aumentar] preço? Sim. [Mas] deve afetar o volume das categorias”, disse o executivo, durante a teleconferência com analistas. Segundo Tomazoni, algumas categorias que apresentam aumento de vendas “talvez” deixem de crescer.

Nesse contexto, Tomazoni salientou a importância da redução da produção de carne de frango no Brasil, onde há um quadro de sobreoferta de aves. Não só a Seara, mas a indústria brasileira como um todo vem cortando a produção de frango no país, seja por meio do fechamento de fábricas ou de concessão férias coletivas.

No mercado externo, o desafio da Seara e também da JBS Mercosul, que reúne as operações de carne bovina na América do Sul, é aumentar os preços para compensar depreciação do dólar. De acordo com Wesley Batista, o dólar cotado próximo a R$ 4,00 no início do ano estimulou não só a produção, mas as exportações brasileiras de carne de frango, o que reduziu o preço do produto exportado. Agora, com o real mais valorizado, a rentabilidade da exportação ficou prejudicada.

FONTE: PORTAL DO AGRO NEGÓCIO