sementes.petrovina@petrovina.com.br (66) 2101-4000 Acesso Restrito

Notícias e Novidades

publicado em 20 de julho de 2016

Soja: após início de semana agitado, mercado apresenta estabilidade:

Na sessão desta quarta-feira (20), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham com estabilidade durante a manhã. Por volta das 7h35 (horário de Brasília), as cotações cediam levemente, com baixas de 2 a 3,75 pontos e procuram encontrar um equilíbrio após o início de semana agitado que já registraram. O vencimento agosto/16 era negociado a US$ 10,42, enquanto o novembro/16 tinha US$ 10,24 por bushel.

O mercado internacional de grãos conta agora com diversos fatores que estimulam a movimentação de seus futuros, porém, por vezes acabam tirando o direcionamento dos preços. A volatilidade, entretanto, é típica desse momento do ano, que é o início de fases determinantes para a nova safra norte-americana.

No Corn Belt, de acordo com informações do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), as lavouras seguem se desenvolvendo de forma ainda muito satisfatória, com 71% dos campos em condições boas ou excelentes. Ao mesmo, as últimas previsões climáticas alertam para a chegada de uma nova onda de calor muito forte, a qual poderia provocar mais elevação das temperaturas. Ao se confirmar, tais condições, com as chuvas ainda abaixo da média, poderiam trazer algum impacto sobre a produção.

“O índice de condição das lavouras americanas foi muito bom esta semana, mas muito pode mudar com a chegada dessas condições adversas de clima, e espero que o mercado continua focado nas previsões climáticas pelas próximas semanas. E o mercado mundial de grãos precisa de uma safra substancial dos Estados Unidos depois das perdas da América do Sul na temporada anterior”, diz Frank Rijkers, agroeconomista no ABN Amro Bank, em entrevista à Reuters Internacional.

Dessa forma, nesta quarta, Rijkers acredita que os preços encontram alguma suporte nas previsões desse clima muito quente dos próximos dias, além da compra de posições por parte dos fundos após a despencada do dia anterior.

O mercado da soja fechou o pregão desta terça-feira (19) com perdas de mais de 30 pontos na Bolsa de Chicago. As cotações foram acentuando suas baixas ao longo do dia e levaram o novembro/16, referência para a nova safra dos EUA e o vencimento mais negociado desse momento, recuou para terminar os negócios valendo US$ 10,27 por bushel. O primeiro contrato – agosto/16 – foi a US$ 10,44. Ao lado do grão, recuaram ainda os futuros do farelo e do óleo de soja.

As perspectivas de uma grande safra vinda dos Estados Unidos ainda são o principal fator de pressão neste momento, que é o pico do mercado climático norte-americano. Ao lado disso, a chegada de chuvas em alguns pontos do Corn Belt. No entanto, duas frente desse cenário disputam as atenções dos traders agora: as condições das lavouras norte-americanas e as novas previsões climáticas para o Meio-Oeste.

De acordo com o último reporte semanal de acompanhamento de safras do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), até o último domingo (17), 71% das lavouras de soja e 76% das de milho estavam em boas ou excelentes condições. Além disso, o boletim informava ainda que 59% das plantações da oleaginosa já se encontravam em fase de florescimento, contra 51% do mesmo período de 2015, e 56% dos campos de milho estavam em fase de espigamento, também acima dos 47% observado nesta mesma época, no ano passado.

Em contrapartida, as últimas previsões indicam que, na próxima semana, o Meio-Oeste americano deverá receber uma forte onda de calor, com as temperaturas, que já são altas, podendo se aproximar dos 43ºC. A incerteza, no entanto, se dá sobre a expectativa de essas condições serem tão ameaçadoras quanto se teme. Em nota, a consultoria internacionacional Benson Quinn Commodities afirma que “o mercado ainda está nervoso com os modelos climáticos mudando muito, por dias consecutivos, e sem consistência”.

Ao se confirmar, esse deverá ser registrado como o verão mais quente de todos os tempos nos EUA, de acordo com a meteorologista sênior do site norte-americano especializado Accuweather, Kristina Pydynowski.

Dessa forma, como explicam analistas de mercado, até que a nova safra norte-americana esteja concluída, os preços em Chicago também não deverão ter também um caminho bem definido. Afinal, como explica Fernando Muraro, analista da AgRural, agosto deverá ser o mês de maior atenção para o mercado, já que será determinante para as lavouras no Corn Belt.

“Quem manda no mercado agora são os meteorologistas, e por isso teremos aquela volatilidade natural para esta época do ano”, diz. “Estamos caminhando para uma safra dentro da normalidade (…) Mas temos que ficar muito atentos com esse mês de agosto, porque as lavouras se encaminharam muito bem desde o início de plantio”, completa Muraro.

Mercado Interno;

As baixas em Chicago, nesta terça-feira, foram bastante intensas e pesaram, inevitavelmente, sobre a formação dos preços no Brasil. Os limitadores, por outro lado, foram os prêmios ainda fortes nos portos e uma pequena alta do dólar frente ao real. Dessa forma, o recuo foi registrado não só nos portos, mas também no interior do país, afastando, segundo relatam analistas e consultores de mercado, os vendedores para novos negócios.

A soja disponível recuou 2,27% no porto de Paranaguá e 2% em Rio Grande, para terminar o dia com R$ 86,00 e R$ 83,50 por saca, respectivamente. No mercado futuro, baixa de 1,31% no porto paranaense, para R$ 81,50 e de 1,68% no gaúcho, onde fechou o dia valendo R$ 81,80.

Daqui em diante, a comercialização da soja no Brasil deverá inspirar cautela, principalmente nos negócios com a safra 2016/17, ainda de acordo com analistas e consultores. Para Fernando Muraro, agosto, caso algum problema seja confirmado na nova dos EUA, poderia trazer novas oportunidades e bons momentos para os produtores brasileiros.

“Se alguém está pensando em vender agora, eu sugiro que prenda o fôlego e espere um pouco mais, porque o mês de agosto deve trazer ainda mais volatilidade e estamos de frente para uma safra que, até esse momento, é boa nos Estados Unidos”, diz o analista da AgRural.

FONTE: SÓ NOTÍCIAS