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publicado em 12 de julho de 2016

Produtores do Peru conhecem produção do algodão em Mato Grosso:

Algodão plantio Sinop junho 2014 (SN) /

Mato Grosso recebeu durante dois dias uma comitiva formada por representantes do governo, técnicos e agricultores familiares do Peru que trabalham na cadeia produtiva do algodão. A vinda ao estado maior produtor de pluma do Brasil faz parte de uma visita técnica para conhecer a experiência brasileira no setor algodoeiro.  O grupo visitou Campo Verde (a 120 km de Cuiabá), uma das mais tradicionais regiões produtoras de algodão no cerado, onde conheceu diversas etapas da cadeia produtiva da fibra.

O roteiro incluiu duas fazendas do Núcleo Regional Centro – Mourão e HM -, a algodoeira da Cooperativa de Beneficiamento de Algodão de Mato Grosso (Cooperbem), o laboratório de classificação de fibra e a indústria de fiação da Cooperativa dos Cotonicultores de Campo Verde (Cooperfibra) e uma visita ao Centro de Treinamento e Difusão Tecnológica Ampa/IMAmt inaugurado no dia 17 de junho. O grupo, formado por 18 pessoas, foi ciceroneado pelo assessor técnico do Núcleo Regional Centro, Renato Tachinardi, e foi recebido pelo pesquisador Jean Louis Belot.

A missão técnica teve início em Brasília, com uma reunião na Representação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), com a participação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. Durante 20 dias, o grupo visita três estados (Mato Grosso, Minas Gerais e Paraíba) para conhecer experiências na área de políticas públicas, abastecimento de sementes de algodão, mecanização, associativismo e comercialização da fibra.

A visita técnica é parte do projeto de Cooperação Sul-Sul Trilateral executado pelo governo do Brasil, representado pela ABC/Ministério das Relações Exteriores, pela FAO e os países do Mercosul, Associados e Haiti que visa contribuir para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor do algodão nos países parceiros, assim com ampliar as capacidades de coordenação interinstitucional para o fortalecimento do setor. O projeto Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul, do Programa de Cooperação Brasil-FAO, também apresenta a possibilidade de avançar em direção a mercados diferenciados e nichos que permitam agregação de valor e geração de renda para as famílias.

A experiência brasileira na atividade algodoeira é uma referência para o projeto, já que o Brasil passou da condição de importador a de importante exportador de algodão, principalmente devido ao grande aumento na produtividade. O país fez investimentos significativos em pesquisa agropecuária, que impulsaram o desenvolvimento de tecnologias adaptadas a novas fronteiras agrícolas. Além disso, o Brasil é referência em políticas públicas para o setor da agricultura familiar, despertando interesse da delegação, cujo País tem 90% da produção de algodão em mãos de pequenos produtores familiares. Além do Peru, são parceiros neste projeto a Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Haiti e Paraguai.

No Peru, o setor algodoeiro é composto quase que totalmente pela agricultura familiar. Mais de 90% dos produtores peruanos plantam algodão em menos de cinco hectares. No país, o projeto de fortalecimento do setor algodoeiro visa promover a troca de experiências e de conhecimentos entre as instituições peruanas e do Brasil, além de contribuir para o fortalecimento das capacidades institucionais.

Participam como parceiros peruanos do projeto o Ministério da Agricultura (Minagri), o Instituto Nacional de Inovação Agrária (INIA) e a Agência Peruana de Cooperação Internacional (APCI), além das direções agrárias dos três departamentos de atuação do Projeto. Como instituições brasileiras cooperantes participam a Embrapa, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a rAssociação Brasileira das Empresas de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer). As informações são da assessoria.

FONTE: SÓ NOTÍCIAS