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publicado em 14 de julho de 2016

Dívida do produtor por quebra no milho pode ser de R$ 600 por hectare em Mato Grosso:

Dívida do produtor por quebra no milho pode ser de R$ 600 por hectare em Mato Grosso

O produtor mato-grossense pode ter uma dívida de até R$ 600 por hectare diante a quebra da 2ª safra de milho.

Apesar dos preços estarem “bons” a estimativa é que em torno de 60% dos produtores se endividam, visto a maioria ter comercializado o cereal antecipadamente em um momento em que a saca de 60 quilos estava na casa dos R$ 19.

A produção de milho 2ª safra em Mato Grosso tende a ser 22,81% menor que as 26,199 milhões de toneladas colhidas na safra 2014/2015, ou seja, as projeções apontam para a atual safra 20,223 milhões de toneladas.

As estatísticas de produção constam na estimativa divulgada nesta semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), contudo há produtores que já falam em 14 milhões de toneladas. O volume, caso se confirme, é inclusive inferior as 15,657 milhões de toneladas previstas pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

A região mais afetada, de acordo com o Imea, é a Nordeste com uma retração na produtividade de 106 sacas por hectare em média para 50 sacas.

Mato Grosso tinha em dezembro de 2015 53,54% do cereal comercializado, considerado as 20,223 milhões de toneladas previstas atualmente. Na ocasião a saca de 60 quilos era encontrada em média a R$ 19,22. O maior pico de preço médio constatado nesta safrinha foi verificado em maio quando atingiu a média de R$ 34,68 com 63,19% da safra vendida.

Até quinta-feira, 07 de julho, o Estado havia colhido 37,41% dos 4,245 milhões de hectares plantados nesta 2ª safra 2015/2016, um avanço semanal de 11,63 pontos percentuais. Ao se comparar com os trabalhos do ciclo passado nesta época em 2015 verifica-se um atraso de 6,86 pontos percentuais.

Ao passo que a colheita do milho avança, segundo o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Endrigo Dalcin, a tendência é de novos números para baixo. “Acreditamos que a safra fique entre 17 e 18 milhões de toneladas. O maior problema desta safra foi o clima”.

Ao contrário de Dalcin, o produtor de Sinop, Leonildo Barei, estima que a produção fique entre 14 e 16 milhões de toneladas de milho 2ª safra. “Apenas 40% do milho produziu dentro do normal. Estamos acompanhando a colheita. Em Lucas do Rio Verde uma propriedade que colheita em média 140 sacas por hectare, colheu aproximadamente 98 sacas por hectare. Em torno de 60% dos produtores terá dívida com o milho, apesar dos preços estarem bons. A maioria vendeu antecipadamente. A dívida deverá ficar entre R$ 500 e R$ 600 por hectare”.

FONTE: PORTAL DO AGRO NEGOCIO