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publicado em 15 de julho de 2016

Estoques serão menores, aponta Imea:

Estoques serão menores, aponta Imea

Estimativas atualizadas pelo Órgão nesta semana revelam que saldo final das commodities deverá ser o menor em 4 safras. Pressão segue.

Safra termina com estoques baixos e essa realidade terá grande influência na entressafra e nos preços

O impacto das adversidades climáticas não influencia apenas no volume final da produção, no ganho médio de produtividade por hectare e na renda do produtor. Tudo isso vai refletir no estoque final da cultura que abastece o mercado durante o chamado período de entressafra e para atravessar esse intervalo, Mato Grosso vai contar com o menor estoque de passagem de soja dos últimos quatros anos, 190 mil toneladas, volume que veio sendo reduzido anualmente desde a safra 2012/13, e com 70 mil toneladas de milho, pouca coisa superior as 60 mil toneladas da safra anterior, mas bem distante do saldo de 370 mil toneladas do ciclo 2013/14. Com isso, o que se vislumbra é um mercado aquecido, com as cotações mantidas em valores elevados.
Como explicam os analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), nessa segunda estimativa de oferta e demanda da soja em grão há ajustes apenas na demanda da safra 2015/16. A produção abaixo do esperado na safra, de 27,50 milhões de toneladas, em reflexo às intempéries climáticas já havia sido quantificada na divulgação anterior do Relatório de Oferta e Demanda. Apesar disso, o reflexo da menor oferta sobre a demanda só pôde ser mais palpável nesta nova divulgação. A expectativa de exportação e de consumo em Mato Grosso (esmagamento) teve seus dados reduzidos para 14,77 milhões de toneladas e 8,69 milhões de toneladas, respectivamente.
Apesar disso, o consumo interestadual foi elevado para 4,15 milhões de toneladas, refletindo a grande demanda dos outros estados. “Mesmo com tais ajustes, o balanço entre a oferta e demanda da safra 2015/16 apontou para uma leve redução dos estoques finais para 190 mil toneladas, que é cerca de 3,5% menor que a safra passada”.
A nova estimativa aponta para uma demanda de 27,61 milhões de toneladas contra a expectativa de 27,66 milhões de toneladas no relatório anterior, com a principal alteração negativa ocorrendo na expectativa de exportações para 2016.
“Espera-se, neste momento, que sejam exportadas 14,77 milhões de toneladas em 2016 contra uma expectativa de 15,94 milhões de toneladas na estimativa anterior. O principal motivo para a redução dos embarques internacionais pauta-se na produção inferior ao que estava sendo aguardada no início da safra. Apesar dos volumes embarcados no primeiro semestre de 2016 terem sido recordes, a reduzida disponibilidade de soja no mercado deve refletir diretamente sobre as exportações do segundo semestre do ano, que tende a registrar embarques de soja bem abaixo do tradicional para o período”.
O MILHO – A relação de oferta e demanda de milho em Mato Grosso consolidou a oferta da safra 2014/15 em 26,57 milhões de toneladas e a demanda recorde de 26,51 milhões de toneladas. Quanto à safra 2015/16, espera-se uma relação bastante apertada, devido às condições climáticas desfavoráveis, que comprometeram boa parte do potencial produtivo das lavouras do Estado, devendo diminuir a oferta do cereal para 20,28 milhões de toneladas.
Pelo lado da demanda, nota-se um grande impacto desta perda produtiva sobre a expectativa de exportação, que recuou para 12,84 milhões de toneladas, 22,92% em comparação à estimativa realizada em maio. Apesar do recuo no escoamento esperado, a menor produção e a demanda interna aquecida podem deixar pouco excedente, ficando os estoques finais do milho 2015/16 estimados em 70 mil toneladas. “O cenário daqui a um ano pode ser semelhante ao que se viu na safra passada, com pouca oferta e pressões altistas no preço interno”.
Como lembram os analistas do Imea, “expectativa de uma boa safra que o mercado tinha antes mesmo de começar a semeadura, de forma que os agentes do mercado tomaram suas decisões em cima disso. O clima, no entanto, desfavoreceu bastante o desenvolvimento das plantas neste ano, comprometendo assim boa fatia da produção que era esperada para o segundo semestre de 2016”.
A nova estimativa de produção do Imea para esta safra, divulgada na semana passada, é de 20,22 milhões de toneladas. Apesar de a área semeada ser recorde, 4,25 milhões de hectares, as perdas na produtividade foram acentuadas, recuando para 79,4 sc/ha. Pelo lado da demanda, nota-se um grande impacto desta perda produtiva sobre a expectativa de exportação, que recuou de 16,7 milhões de toneladas da estimativa realizada em maio para 12,8 milhões neste segundo levantamento. O consumo interno manteve-se estável, mas o consumo interestadual, de outras unidades federativas, deve apresentar aquecimento de 870 mil toneladas ante a estimativa anterior, ficando previsto, portanto, em 4 milhões de toneladas.
Dadas as dificuldades desta safra, as vendas do milho estão em ritmo bastante lento, de forma que a estratégia dos produtores está sendo esperar o avanço da colheita para então tomar novas decisões.

FONTE: DIÁRIO DE CUIABÁ