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publicado em 26 de fevereiro de 2016

Soja: mercado busca retomada de alguns patamares e opera em alta

O mercado internacional da soja volta a subir nesta sexta-feira (26). Após aproximar-se de seus níveis de suporte na sessão anterior, as cotações tentam retomar alguns patamares importantes para que possam se manter no ainda rígido intervalo que já dura meses na Bolsa de Chicago.

Assim, por volta das 7h30 (horário de Brasília), as posições mais negociadas na CBOT subiam pouco mais de 3 pontos, e atuavam entre US$ 8,62 – no março/16 – e com US$ 8,77 por bushel – no agosto/16.

Segundo explicam analistas, porém, o mercado segue ainda bastante atrelado ao comportamento do financeiro e, com uma nova alta das ações chinesas nesta sexta, encontrou suporte para esses pequnos ganhos registrados no pregão de hoje. O mercado acionário da China, apesar de ter recuado na semana, foi estimulado pelo início da reunião do G20, onde podem ser divulgadas mensagens dos líderes do país e das outras principais economias do mundo.

Nem mesmo as informações trazidas pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira (25) foram suficientes para renovar o fôlego do mercado internacional da soja. Ainda muito atrelado ao cenário financeiro global, os futuros da oleaginosa voltaram a cair na Bolsa de Chicago e fecharam o pregão com perdas de mais de 6 pontos entre os principais vencimentos.

O vencimento maio/16, referência para a safra americana, fechou o dia valendo US$ 8,66 por bushel, enquanto o julho/16 foi a US$ 8,72 e o agosto/6 a US$ 8,74.

Segundo explicou o consultor Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, o mercado internacional de grãos segue bastante atrelado ao financeiro e, com as baixas das demais commodities e os fundos ainda sem entrar de forma expressiva nos negócios, o mercado continua atuando de lado em Chicago.

“O mercado não deu bola para esses números do USDA. Se tivesse dado, era pregão pra altas de mais ou menos 10 pontos”, disse Brandalizze, ainda que os as informações tenham trazido uma projeção de uma redução expressiva na área a ser plantada com soja nos EUA. Assim, as cotações seguem ainda travadas em um restrito patamar, que já dura cerca de seis meses, sem força para romper suas mínimas ou máximas.

Segundo o economista chefe do departamento, Robert Johansson, a área destinada à oleaginosa deverá ficar, na temporada 2016/17, em 33,39 milhões de hectares, número que vem abaixo das expectativas do mercado, de 33,71 milhões. Além disso, a área esperada é menor ainda do que a plantada na safra 2015/16, de 33,47 milhões de hectares.

Para Flávio França Junior, analista de mercado da França Junior Consultoria, esses números devem realmente pesar pouco nas decisões dos investidores, uma vez que as modificações que podem vir nos próximos meses são muitas, embora sirvam como um parâmetro.

“Esse não é um número definitivo, ou de levantamento. O primeiro levantamento que o USDA faz sai no final de março”, explica o analista.

 

FONTE: SÓ NOTÍCIAS