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publicado em 25 de fevereiro de 2016

Quase 50% do parque industrial ocioso

Ano começou com baixa produtividade e alta desocupação no Estado. Indicadores foram apurados pela pesquisa mensal de sondagem da Fiemt.

A produção industrial mato-grossense atingiu, em janeiro de 2016, o menor índice dos últimos 12 meses, como aponta a pesquisa ‘Sondagem Industrial de Mato Grosso’, realizada pela Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) em parceria com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e divulgada ontem. No primeiro mês de 2016 o indicador registrou 30,2 pontos, contra 40 pontos em dezembro e 38,9 pontos em janeiro do ano passado.

A queda não mostra apenas a desaceleração do segmento no Estado, como também, o aumento do pessimismo dos industriais diante das perspectivas da situação econômica do país. De acordo com a pesquisa, todos os indicadores que apontam para menos de 50 pontos sinalizam um ambiente de pessimismo. A retração na produção local é reflexo ainda do aumento da ociosidade da capacidade instalada do parque fabril que iniciou o ano com quase 50% do potencial produtivo parado.

Em relação ao porte das indústrias, tanto no indicador produção quanto no que apura a capacidade utilizada instalada (UCI), as grandes empresas foram as mais afetas, quando comparadas ao desempenho de pequenas e médias. Nas grandes, a produção em janeiro registrou 27,7 pontos e a ociosidade atingiu 53,5 pontos.

Como explicam os técnicos responsáveis pela ‘Sondagem’, um ambiente inseguro vai levando a uma sequência de decisões que vão impactando no produto final, desde a falta de investimentos, como de contratação de pessoal, o que reduz a necessidade de utilização de toda a capacidade instalada, não demanda grandes estoques, até porque o poder de compra da população também encolheu.

Ainda conforme a pesquisa mensal, o indicador de evolução da produção recuou de 38,9 para 30,2 pontos afastando-se da linha divisória de 50 pontos, indicando baixa produtividade da indústria em janeiro. O indicador de evolução do número de empregados manteve-se no mesmo patamar apresentado no mês passado, variando negativamente somente 0,3 pontos percentuais (p.p.), passando de 40,9 para 40,6 pontos, mostrando a baixa intenção de contratação.

“A pesquisa aponta que o pessimismo do empresário industrial mato-grossense se mantém quando questionados sobre a expectativa para os próximos seis meses. O indicador de compra de matéria-prima marcou 46,9 pontos, enquanto a expectativa de contratação de novos empregados caiu de 45,3 para 44,7 pontos. Já a expectativa relacionada à exportação teve variação positiva de 0,4 p.p. atingindo 47,9 pontos, contudo ainda apresenta pessimismo por estar abaixo da linha dos 50 pontos”, traz trecho da ‘Sondagem’. Esta edição da Sondagem Industrial de Mato Grosso foi realizada entre os dias 1º e 18 de fevereiro.

BRASIL – Em janeiro, 38% da indústria ficaram ociosas no país. A utilização da capacidade instalada (UCI) do setor foi de 62% em janeiro – a mesma registrada em dezembro de 2015 – e se manteve no piso da série histórica iniciada em 2011.

A atividade e o emprego na indústria também caíram em janeiro, com indicadores abaixo dos 50 pontos. Enquanto o índice da evolução da produção registrou 39,7 pontos, o de evolução do número de empregados assinalou 41,4 pontos. Quanto mais abaixo dos 50 pontos, mais intensa e disseminada é a queda da produção ou do emprego.

O fraco desempenho do setor mantém os empresários pessimistas em fevereiro em relação à demanda, ao número de empregados e a compras de matérias-primas para os próximos seis meses. O índice de expectativa sobre a demanda ficou em 45,6 pontos, o de número de empregados registrou 42,1 pontos e o de compras de matéria-prima assinalou 43,6 pontos. Valores abaixo dos 50 pontos indicam perspectivas negativas.

Diante do cenário de ociosidade da indústria e pessimismo sobre os próximos meses, as intenções de investimentos seguem baixas. O índice teve a segunda queda consecutiva e registrou 39,8 pontos em janeiro.

FONTE: DIÁRIO DE CUIABÁ